No dia 12 de abril passado divulguei aqui a campanha #EuSouGay no post Sejamos gays. Juntos. Agora tenho o prazer de divulgar o vídeo que ficou pronto ontem, e é o resultado dessa campanha maravilhosa. Assistam. Divulguem.
No dia 12 de abril passado divulguei aqui a campanha #EuSouGay no post Sejamos gays. Juntos. Agora tenho o prazer de divulgar o vídeo que ficou pronto ontem, e é o resultado dessa campanha maravilhosa. Assistam. Divulguem.
Abaixo trechos do documentário “For the Bible tells me so” que tratam da polêmica relação entre as interpretações fundamentalistas da Bíblia e a homossexualidade.
No dia 04 de Fevereiro de 2010 anunciei aqui o relançamento da obra clássica de Mircea Eliade “História das Crenças e Ideias Religiosas” (Volume I: Da Idade da Pedra aos mistérios de Elêusis) pela Zahar Editora. Agora, volto a anunciar a tão esperada continuação desse projeto de republicação. Acaba ser ser lançado o Volume II da obra. Maiores informações no site da Editora, clicando na imagem da capa.
SINOPSE
Os fãs de Harry Potter e de O senhor dos anéis vão gostar de saber que foi na obra do filósofo e historiador das religiões Mircea Eliade que os autores desses dois best-sellers encontraram a matéria prima para compor suas histórias, tão cheias de magia. Autor de um trabalho monumental, publicado em três volumes, o romeno conseguiu sintetizar as expressões do sagrado nas sociedades humanas, compondo um estudo singular do nascimento das mais diferentes tradições religiosas do Oriente e do Ocidente.
Esse é o segundo volume dessa obra grandiosa, que vai do confucionismo e do taoísmo ao surgimento de Cristo e da Igreja Católica. Eliade analisa religiões bem diversas – judaísmo, budismo, bramanismo, hinduísmo, Zoroastro, os primórdios do cristianismo e a fundação de Roma, a síntese religiosa iraniana, mitraísmo e mistérios órficos — mostrando o que há de particular em cada uma delas. Ao mesmo tempo, revela como todas recorrem a elementos comuns: a criação do mundo e do homem; os deuses como criaturas que conseguem efetuar a ligação com o divino; a interpretação do tempo; os ritos de iniciação... Para todos aqueles que querem entender melhor esse nosso tempo, marcado pelo fundamentalismo religioso e por um retorno ao pensamento mágico, essa é uma leitura obrigatória.
“A História das crenças mostra com uma força muito viva que o sagrado, como esfera e como estrutura fundadora das religiões, não é algo do passado e nem está restrito às sociedades mais primitivas, mas, ao contrário, continua forte entre nós” O Globo
Entre el 13 y el 15 de julio de 2011 se celebra en la Universidad Católica de Rio Grande do Sul (PUCRS - Porto Alegre, Brasil) el III Colóquio de Filosofia Hermenêutica e Fenomenológica: A Racionalidade Hermenêutica e o Significado Indicativo-Formal dos Conceitos Filosóficos.-
Via. SIEH.-
III Colóquio de Filosofia Hermenêutica e Fenomenológica: A Racionalidade Hermenêutica e o Significado Indicativo-Formal dos Conceitos Filosóficos
No evento proposto, serão apresentados resultados de pesquisa de investigadores aglutinados em torno dos problemas da filosofia contemporânea que surgem da caracterização de uma racionalidade hermenêutica. O tema metateórico a ser abordado no Simpósio está centralizado na elaboração desenvolvida na obra de Martin Heidegger acerca da natureza indicativo formal dos conceitos filosóficos. Além da apresentação de duas conferências, estão previstas a apresentação de dezesseis palestras e duas mesas redondas. Nestes trabalhos serão enfocados problemas relacionados com a racionalidade hermenêutica nas ciências naturais, o problema da natureza dos conceitos e enunciados indicativo-formais, o problema da natureza de uma justificação filosófica, além de questões referentes a aspectos históricos e sistemáticos ligados à obra de Martin Heidegger, especialmente sobre a gênese e as implicações da concepção acerca do significado indicativo formal dos conceitos filosóficos. Haverá uma mesa-redonda com tradutores da obra de Heidegger para o português e espanhol, referente às dificuldades na tradução da noção de ‘formale Anzeige’, que é central para a elaboração do método fenomenológico-hermenêutico e, portanto, para a racionalidade hermenêutica. O evento conta com o apoio da Sociedade Brasileira de Fenomenologia.
Para maiores informações, veja o site do evento clicando aqui, ou na figura acima.
Divulgação
Caras leitoras e caros leitores da REVER
a redação da Revista de Estudos da Religião informa:
1) A nova REVER: 2 formatos "paralelos" num ritmo semestral
Depois de 10 anos como periódico eletrônico a Revista de Estudos da Religião entra uma nova fase da sua existência. Entre 2001 e 2010, nosso periódico foi publicado em um ritmo trimestral. A partir de 2011, a REVER passa a ser uma revista semestral sem prejuízo no que diz respeito ao número total de artigos publicados por ano. Ela incorpora também a demanda da revista “Religião & Cultura”, descontinuada no ano passado. Isso significa um aumento considerável do volume de uma edição semestral em comparação com as edições trimestrais.
Ao mesmo tempo, cada número da REVER é publicado em dois formatos. A versão digital dará continuidade à nossa política de garantir o acesso gratuito à revista.
Graças ao envolvimento da editora Paulinas em nosso projeto será possível adquirir a REVER em forma impressa. Em termos de conteúdo, ambas as versões são idênticas. A única diferença entre os dois formatos consta no fato de que cada versão possui um ISSN próprio (e-REVER: 1677-1222 // print-REVER: 2236-580X).
2) Novidades sobre a versão eletrônica da REVER
A partir de agora, o site antigo serve apenas como arquivo onde se encontram todos os números lançados entre 2001 e 2010. Para ter acesso ao arquivo clique em "arquivo" no site www.pucsp.br/rever
Os números a partir de 2011 encontram-se no novo site http://revistas.pucsp.br/index.php/rever (ou clique na imagem acima)
Caso tenha gravado um favorito, por favor a atualize.
3) Lançamento do nº 1/2011
Foi lançado o número atual. Título: Desigualdade de Gênero e Religião. A sessão temática foi organizada por Maria José Rosado e Paula Leonardi
4) Print-REVER
Para adquirir a versão impressa da REVER, entre em contato com sua livraria.
Em nome da redação
Afonso Maria Ligorio Soares & Frank Usarski
Há alguns dias uma jovem cometeu suicídio ao saltar da janela de seu apartamento, no centro de Campina Grande (PB). Segundo informações, a moça sofria de um quadro grave de depressão e estava sob tratamento. Ainda de acordo com as informações a que tive acesso, tudo se passou em apenas um minuto de distração: a pessoa que estava com ela no momento apenas se virou para desligar o fogão aceso, e quando se voltou a jovem já estava pulando pela janela.
Esse fato me trouxe algumas memórias e muitas reflexões. Em 2007 eu mesmo me vi preso a um quadro depressivo moderado que, felizmente, foi revertido com o auxílio de medicação e terapia. E quando soube da notícia, imediatamente me solidarizei com a menina que não teve a mesma possibilidade.
Apenas quem já esteve em depressão pode compreender o sofrimento de alguém nessa situação. Isso porque, para quem está de fora parece inexplicável que uma pessoa que vive cercada de afeto da família e dos amigos, que não enfrenta grandes problemas objetivos, que foi bem educado, etc.; possa tornar-se vítima de dor tão intensa que justifique escolher a morte como saída.
Isso se dá porque, infelizmente, para muitos ainda, a depressão acontece por algo como uma "falha de caráter". Para muitos a pessoa em depressão é um fraco, alguém que não sabe apreciar as coisas boas da vida e se centra apenas em seu sofrimento egoísta. Muitos ainda desconhecem as causas orgânicas deste mal. E, mais, por não haverem - felizmente - vivido o mesmo quadro, embora se preocupem com aqueles que passam por isso, não podem compreender como pode ser real aquele sofrimento, aquela dor, que existe apenas para quem a sofre.
Desde que soube o que havia acontecido com essa jovem, de quem não sei nem mesmo o nome, passei a me sentir estreitamente ligado a ela. Não como algo místico, ou mediúnico, me entendam. Ligo-me a ela por um laço fraterno: o sofrimento nos tornou irmãos.
Como eu disse, sei como é ser tomado por uma dor que você mesmo é incapaz de explicar. Sei como tal sofrimento, que para os outros parece imaginário, para quem o padece torna-se a única realidade. Sei o que é desejar dormir e nunca mais acordar. Sei como a morte se apresenta como a única saída capaz de fazer cessar a dor.
Depois de refletir sobre todas essas coisas, pude perceber o quanto próximo estou dessa jovem mulher, o quanto passei a amá-la em seu sofrimento. Ela é minha irmã, a quem rendo, aqui, minha homenagem.
CURSO INTRODUTÓRIO DO
B H A G A V A D - G I T A
A Canção do Divino Mestre
-------------------------- DATA --------------------------
Aos Sábados
Das 15:00 as 17:00 hs
Início: 30 de Abril
Término: 25 de Junho
-------------------------- LOCAL --------------------------
CENTRO CULTURAL GOVINDA
Rua Teodósio de Oliveira Ledo, 144
(Rua das Boninas, atrás do CAD)
Centro-Campina Grande PB
INFORMAÇÕES: 9134-2828
----------------------- INVESTIMENTO -----------------------
R$ 60,00
Incluso como Material Didático:
BHAGAVAD-GITA COMO ELE É de Srila Prabhupada
EDIÇÃO DE LUXO, CAPA DURA, 993 PAGS.
----------------------- FACILITADOR -----------------------
Ricardo Silvestre, Ph.D.
Professor de Filosofia da UFCG
--------------------- O BHAGAVAD-GITA ---------------------
Quando eu leio o Bhagavad-Gita e reflito sobre
como Deus criou esse universo, tudo o mais me
parece tão supérfluo. ALBERT EINSTEIN
Quando dúvidas me assolam e eu estou a perder
toda a esperança, eu recorro ao Bhagavad-gita
e acho um verso que me conforta e me faz sorrir
mesmo em meio à mais terrível das calamidades.
Aqueles que meditam no Gita encontrarão felicidade
sempre renovada dia após dia. MAHATMA GANDHI
----------------------- CRONOGRAMA ------------------------
30-04 Introdução: Dharma, a Alma e Liberação
07-05 Karma e Avatara
14-05 Karma e Yoga
21-05 A Visão do Supremo e o Momento da Morte
28-05 A Visão do Supremo e a Revelação Divina
04-06 Forma Cósmica e Devoção ao Supremo
11-06 Consciência e os Três Gunas
18-06 A Suprema Pessoa e a Natureza Humana
25-06 Fé e Rendição
Maiores informações: clique aqui ou na imagem acima.
Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, foi encontrada morta na pequena cidade de Tarumã, Goiás, no último dia 6. O fazendeiro Cláudio Roberto de Assis, 36 anos, e seus dois filhos, um de 17 e outro de 13 anos, estão detidos e são acusados do assassinato. Segundo o delegado, o crime é de homofobia. Adriele era namorada da filha do fazendeiro que nunca admitiu o relacionamento das duas. E ainda que essa suspeita não se prove verdade, é preciso dizer algo.
Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando.
Sem conseguir entender mais nada depois de uma semana de “Bolsonaros”, me perguntei o que era possível ser feito. O que, se Adriele e tantos outros já morreram? Sim, porque estamos falando de um país que acaba de registrar um aumento de mais de 30% em assassinatos de homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis.
E me ocorreu que, nessa ideia de que também morremos um pouco quando os nossos se vão, todos, eu, você, pais, filhos e amigos podemos e devemos ser gays. Porque a afirmação de ser gay já deixou de ser uma questão de orientação sexual.
Ser gay é uma questão de posicionamento e atitude diante desse mundo tão miseravelmente cheio de raiva.
Ser gay é ter o seu direito negado. É ser interrompido. Quantos de nós não nos reconhecemos assim?
Quero então compartilhar essa ideia com todos.
Sejamos gays.
Independente de idade, sexo, cor, religião e, sobretudo, independente de orientação sexual, é hora de passar a seguinte mensagem pra fora da janela: #EUSOUGAY
Para que sejamos vistos e ouvidos é simples:
1) Basta que cada um de vocês, sozinhos ou acompanhados da família, namorado, namorada, marido, mulher, amigo, amiga, presidente, presidenta, tirem uma foto com um cartaz, folha, post-it, o que for mais conveniente, com a seguinte mensagem estampada: #EUSOUGAY
2) Enviar essa foto para o mail projetoeusougay@gmail.com
3) E só
Todas essas imagens serão usadas em uma vídeo-montagem será divulgada pelo You Tube e, se tudo der certo, por festivais, fóruns, palestras, mesas-redondas e no monitor de várias pessoas que tomam a todos nós que amamos por seres invisíveis.
A edição desse vídeo será feita pelo Daniel Ribeiro, diretor de curtas que, além de lindos de morrer, são super premiados: Café com Leite e Eu Não Quero Voltar Sozinho.
Quanto à minha pessoa, me chamo Carol Almeida, sou jornalista e espero por um mundo melhor, sempre.
As fotos podem ser enviadas até o dia 1º de maio.
Como diria uma canção de ninar da banda Belle & Sebastian: ”Faça algo bonito enquanto você pode. Não adormeça.” Não vamos adormecer. Vamos acordar. Acordar Adriele.
— Convido a todos os blogueiros de plantão a dar um Ctrl C + Ctrl V neste texto e saírem replicando essa iniciativa —
(Fonte: #EUSOUGAY)
No dia 09 de março passado, o portal Mix Brasil publicou reportagem de Hélio Filho, intitulada Insensato Coração: Personagem gay ganha mais espaço a partir de hoje. No artigo, o autor, após elogiar o crescimento do personagem homossexual Eduardo (Rodrigo Andradde – Foto) na trama da novela global “Insensato Coração”, manifesta a seguinte opinião: “Simpatia à primeira vista por um personagem que tem se mostrado bem longe de estereótipos imaginados e muito mais perto dos perfis de gays reais” (o negrito é meu).
Ao ler essa última afirmação fiquei me questionando – e questionei igualmente ao portal e ao autor do artigo – o que seriam esses tais “gays reais”. A expressão me soa como a internalização do preconceito que a sociedade hetero-normativa manifesta todos os dias contra as pessoas de orientação homoafetiva. Em outras palavras: querem normatizar a homossexualidade, arrastando-a para dentro dos moldes tradicionais da representação de gênero. E isso, num portal não apenas voltado para o público LBGTT, mas que historicamente tem assumido a bandeira de luta pela diversidade humana.
Minha indignação – que não é apenas minha, mas igualmente de meu companheiro e de alguns de nossos amigos – não é contra o personagem e o modo específico de viver a homossexualidade que ele representa; mas contra a ideia de que há um jeito correto ou “real” de vivê-la. E que este jeito seria aquele que foge ao “estereótipo” do gay afeminado, ou seja, o modelo do “gay real” seria aquele que mais se aproxima da “normalidade” do modelo de homem heterossexual.
Babaquice! – esta é a única palavra que me ocorre para descrever essa mentalidade. Não que eu queira ver representado da TV apenas um dos muitos modos possíveis – tantos quantos são os que vivem – a homossexualidade. Mas, me incomoda, e muito, que setores do movimento LGBTT estejam repetindo os erros da mentalidade majoritária que insiste em querer padronizar os seres humanos e sua relação com o mundo e com o outro.
O “gay real” é aquele que cotidianamente vive sob o estigma do preconceito e da discriminação, seja ele afeminado ou não. É aquele que, embora viva num Estado Laico de Direito, tem seus direitos elementares negados sistematicamente. O “gay real” é o gay que trabalha, estuda, vive a vida real e não uma novela.
No último dia 15 o jornal O Globo noticiou que a Escola de Samba Unidos do Viradouro, do Rio de Janeiro, levará este ano, à Marquês de Sapucaí, um setor inteiro dedicado ao espiritismo. Segundo a reportagem de Rafael Galdo:
No enredo “Quem sou eu sem você” Jack [Vasconcelos, o carnavalesco] fará no último carro, uma homenagem a Chico Xavier. O médium será representado por uma escultura em que aparecerá psicografando, cercada por 60 componentes, alguns deles espíritas, que farão uma performance de mediunidade. (A reportagem pode ser lida integralmente aqui).
Ainda segundo o jornalista, a estética deste setor da Escola será inspirado pelo filme “Nosso Lar”, de Wagner Assis. Informa ainda que o ator Renato Prieto é quem faz a ponte entre a Escola e a Federação Espírita “[…] para evitar que qualquer preceito do espiritismo seja desrespeitado na apresentação da vermelha e branca”.
Nos últimos dias tenho tentado observar a reação do movimento espírita frente à notícia. Rapidamente a FEB (Federação Espírita Brasileira) emitiu “Nota de Esclarecimento” em 18 de fevereiro, na qual declara não ter tomado qualquer participação em entendimentos prévios com a Escola de Samba.
Também alguns bloggers espíritas têm se manifestado sobre a polêmica homenagem. Por esses dias, e por várias vias, chegou-me a reflexão feita por Jorge Hessen, conhecido escritor e colunista espírita que, para dizer o mínimo, mostra-se indignado de que o tema “espiritismo”, assim como a “[…] personalidade impoluta de Chico Xavier” sejam ligados à festa profana.
Em seu comentário, Hessen, afirma ser desconcertante o “comportamento light” demonstrado pela FEB em sua “Nota de Esclarecimento”, já que divulgar a Doutrina Espírita por essa via não preservaria seus valores éticos, mas sim a deturparia “[…] em suas bases, causando incalculáveis prejuízos morais, com grande responsabilidade vinculada”.
No mesmo artigo, intitulado “Chico Xavier na Sapucaí jamais poderá ser um enredo da razão”, Hessen mesmo afirmando não querer ser o “fiscal do espiritismo”, nem “[…] ditar regras de falsos purismos e extemporâneos sermões embebidos de ladainhas […]”, esclarece seu ponto de vista, à maneira de uma homilia moralizante que percorre desde as origens romanas e egípcias do carnaval, passando por dados estatísticos sobre traição durante os festejos e por citações do “espírito” Emmanuel, psicografadas pelo médium agravado na homenagem profana, para por fim, concluir que o “[…] o carnaval é uma ameaça ao bem-estar social […]”.
Respeitando, obviamente, o direito de crença do citado articulista, bem como seu direito de livre expressão e dos demais amigos e amigas espíritas que se colocam na mesma posição que ele; creio ser necessária uma reflexão, no melhor estilo “doutrinário”, sobre a “lei de causa e efeito”, e nos questionarmos: a quem cabe a responsabilidade da inserção do espiritismo na cultura popular brasileira, senão aos próprios espíritas?
Durante anos não apenas a FEB, mas o grosso do movimento espírita brasileiro, tem divulgado ativamente e incentivado a popularização da Doutrina Espírita e da imagem de Chico Xavier, de todas as maneiras possíveis. Seja nos livros a preços acessíveis, seja na assessoria para novelas, séries, “casos verdade”, e, mais recentemente nos filmes. Inegavelmente todas essas estratégias têm se mostrado bem sucedidas e, hoje, Chico Xavier (e por tabela, o espiritismo) fazem parte do patrimônio da cultura popular nacional.
O próprio Hessen, quando do lançamento do filme “Nosso Lar”, fez questão de louvar a obra em artigo intitulado “Nosso Lar” - Uma monumental obra de arte cinematográfica, publicado em seu site. Neste artigo convida, ao final, o público espírita e não-espírita para
[…] experienciar (sic) um instante excelso na história do cinema brasileiro, o momento de transformação, a ocasião em que o cinema mundial deverá redefinir sua função na sociedade, deixando para o “nunca mais” e cerrando os pórticos de tudo o que ele próprio conhecia e praticava como segmento da sétima arte, atualmente tão pobremente explorado.
Exageros à parte, já que nem o livro nem o filme podem ser genuinamente classificados como “obra de arte monumental”, é preciso perceber que ao adentrar o cinema, assim como a televisão, o espiritismo deixa de ser apenas uma doutrina de contornos bem definidos e praticada nos centros oficialmente constituídos, para se tornar um elemento de cultura popular. E, portanto, as referências a ele, bem como a seus personagens mais marcantes – e quem mais marcante no espiritismo brasileiro que Chico Xavier? – são absorvidos e apropriados pelos mecanismos de manifestação dessa mesma cultura.
Manifestar indignação, ou mesmo consternação, com o fato de que Chico Xavier e o espiritismo serão retratados na maior festa popular do Brasil, é sim a manifestação de um “purismo extemporâneo”. Um purismo não apenas de caráter moralizante, carola; mas, um purismo estético mal informado, que se pauta pela (falsa) constatação de que há manifestações culturais mais sublimes e outras menos puras.
Pessoalmente não sou muito ligado ao carnaval. Quando criança e adolescente até gostava de acompanhar, pela TV, os desfiles de escolas de samba e, principalmente, a apuração dos resultados. Mas, nunca gostei de estar no meio do barulho, da confusão. E minha ligação com o espiritismo é mediada não pela adesão, mas pelo interesse acadêmico, apenas. Contudo, compreendo e aplaudo a “Nota de Esclarecimento” da FEB que não lava as mãos, como afirma Hessen, mas demonstra um momento único de compreensão da liberdade de expressão garantida pela Constituição do Estado Brasileiro. Atitude bem diferente daquela tomada pela Igreja Católica Romana quando, em 1989, o carnavalesco Joãozinho Trinta e a Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis, tiveram um carro alegórico censurado por trazer uma representação do Cristo Redentor.
2 a 4 de maio de 2011
Universidade Presbiteriana Mackenzie
Teologia e Ciências da Religião: Interfaces
Apresentação
Há mais de um século a religião deixou de ser objeto de estudos realizados apenas no âmbito de círculos religiosos e instituições eclesiásticas. Nas grandes universidades do mundo inteiro ela passou a ser tema de pesquisas e estudos sistemáticos realizados em ambientes científicos de cunho laico. Com isto os Estudos da Religião se tornaram mais respeitados no âmbito da comunidade científica e passaram a ser regidos segundo as normas acadêmicas vigentes nas demais áreas do conhecimento gerado em universidades e centros de pesquisa. Em contrapartida, porém, os estudos da Teologia tenderam, em especial em países latinos, a serem cultivados nas Igrejas, donde tiveram origem um certo um distanciamento histórico e desconfiança entre um e outro campo de saber.
Apesar de alguns percalços, deram-se, no entanto, algumas mudanças significativas. No Brasil, por exemplo, nos últimos decênios, verificou-se uma aproximação também institucional entre os dois campos, o que trouxe um maior respeito e atenção aos estudos da religião no seio da comunidade universitária. A fundação da própria ANPTECRE o comprova.
Nasceram daí possibilidades novas de diálogo entre as Teologias geradas em ambientes religiosos e as produzidas no âmbito das demais ciências que estudam o fenômeno religioso. Ao mesmo tempo, porém, essa situação levantou uma série de questões teóricas e metodológicas que exigem um debate mais aprofundado. Essas questões constituem um repto muito especial para os Programas de Teologia e de Ciências da Religião que hoje congregadas na ANPTECRE. Pode-se afirmar que atualmente, dentro e fora do Brasil, sopram ventos mais propícios a um intercâmbio autônomo e respeitoso entre o pensamento filosófico e científico e as Teologias.
A ANPTECRE vê neste campo de trabalho uma de suas tarefas prioritárias, uma vez que ela própria constitui um espaço que por si só propicia possibilidades de contatos diretos entre o pensamento teológico e o dos cientistas e filósofos da religião, o que cria condições e possibilidades para um debate bem mais acurado a respeito da complexa interação existente entre as várias ciências que se debruçam sobre as religiões em suas múltiplas facetas e mudanças. É essa complexa interface entre Teologia e Ciências da Religião que o III Congresso da ANPTECRE toma como seu tema central de estudo, visando levantar, mapear e aprofundar alguns dos aspectos que surgem no necessário debate entre as Teologias, cristãs e não cristãs, e as Ciências da Religião.
Maiores informações no site do Congresso, clicando na imagem acima.
Fonte: Ciências da Religião na UNIPAC
O programa “Universidade não tem idade” oferece na UNICAP cursos de curta duração, em nível de extensão, com as aulas voltadas para temáticas atuais, entre elas algumas que interessam à área de Ciências da Religião e são trabalhadas por professores e estudantes do nosso Mestrado. A inscrição pode ser feita aqui e neste semestre temos os seguintes cursos:
Espiritismo no Brasil: difusão e atualidade
Professora: Vera Borges de Sá
Carga horária: 15 horas
Período de realização:29/04; 06, 13, 20 e 27/05
Local: Espaço Loyola – Térreo do bloco B
Valor: R$ 60,00
O livro do Gênesis-aspectos literários e teológicos
Professor: Cláudio Vianney Malzoni
Carga horária: 30 horas
Período de realização: 02, 09, 16 e 30/04; 07,14,21, e 28/05; 04 e 11/06
Horário: 9h às 12h (sábados)
Local: Espaço Loyola- térreo do bloco B
Valor: R$ 70,00
Iniciação ao grego do Novo Testamento
Professor: Cláudio Vianney Malzoni
Carga horária: 20 horas
Período de realização: 16, 23 e 30/03; 06, 13, 27/04; 04, 11, 18/05 e 01/06
Horário: 18h30 às 20h30
Local: Espaço Loyola – térreo do bloco B
Valor: R$ 50,00
Estágios do Desenvolvimento da Fé
Professor: Maruilson Menezes de Souza
Carga Horária: 12 horas
Período de realização: 13, 20 e 27/04; 11 e 18/05
Horário: 18h às 20h30
Local: sala 311 – 3º andar bloco B
Valor: R$ 36,00
Espiritualidade Inaciana
Professor: Padre Mota
Carga horária: 20 horas
Período de realização: 17, 24 e 31/03; 07, 14, 21 e 28/04; 05, 12, 19 e 26/05
Horário: 14h às 15h30 ( quintas-feiras)
Local: Espaço Loyola
valor: R$ 36,00
Juiz de Fora, 06 de novembro de 2010.
Convite
Prezados(as) colegas:
Vimos por meio desta convidá-los a participar do XII Simpósio Nacional da Associação Brasileira de História das Religiões, que será realizado nos dias 31 de maio a 03 de junho de 2011 na Universidade Federal de Juiz de Fora - MG, organizado pelo programa de pós-graduação em Ciências da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora.
O título proposto para o evento é Experiências e interpretações do sagrado: interfaces entre saberes acadêmicos e religiosos.
Esse simpósio pretende reunir pesquisadores(as), docentes, discentes e aqueles cujo tema de interesse seja a pesquisa e a reflexão sobre religião. A proposta é promover um fórum de reflexão e discussão que destaque interdisciplinarmente as interfaces entre as produções acadêmicas e os saberes religiosos no Brasil e em outras localidades. Com isso, objetivamos fomentar e contribuir para o desenvolvimento das investigações sobre religião e, a fim de contemplar a diversidade das pesquisas que refletem a abundância do fenômeno religioso, gostaríamos de convidá-los(as) a integrar nossa programação, que está divulgada integralmente por meio do site do simpósio no item de menu cronograma.
Atenciosamente,
Comissão Organizadora
Para acessar o site do Simpósio basta clicar na imagem acima
Estudos de Religião
Vol. 24, No 39 (2010): Estudos de Religião - dezembro
Acaba de ser publicado o mais recente número da Revista “Estudos de Religião”. Estudos de Religião é uma publicação semestral editada pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Universidade Metodista de São Paulo. Circulando desde 1985, ela tem por objetivo divulgar artigos científicos, relatos e resenhas sobre o fenômeno religioso, contemplando temas ligados a áreas inter-disciplinares como: Ciências Sociais e Religião; Literatura e Religião no Mundo Bíblico; Práxis Religiosa e Sociedade; e Teologia e História.
O número pode ser acessado integralmente no site da Revista. Para isso basta clicar na imagem acima.
Fonte:Ciências da Religião na UNICAP
Dois novos Programas de Pós-graduação na área de Ciências da Religião estão surgindo:
O Mestrado Profissional em Ciências das Religiões da Faculdade Unida de Vitória (ES), sendo credenciado pela CAPES, concede os mesmos direitos do Mestrado Acadêmico. O Mestrado Profissional tem como peculiaridade a estruturação do ensino e da pesquisa em função da atuação profissional, mas suas exigências são similares às do Mestrado Acadêmico. O Programa consiste em aulas presenciais em regime intensivo: quatro encontros de duas a três semanas, nos meses de janeiro e julho, na sede da Faculdade Unida. Concluídos os créditos em aulas presenciais, os discentes deverão elaborar um Trabalho de Conclusão de Curso que será avaliado por Banca docente. Conforme recomendação da CAPES, o curso deverá ser concluído em dois anos.
A Área de Concentração do Mestrado é "Religião e Sociedade" e suas duas Linhas de Pesquisa são: 1.Religião e Esfera Pública: cujo foco recai sobre o lugar da religião na sociedade em geral e na esfera público-política em particular, incluindo pesquisa e discussão sobre temas tais como: Ensino religioso escolar; crenças religiosas e legislação; a participação política das religiões; pluralismo e diálogo inter-religioso. 2.Análise do Discurso Religioso: cujo foco recai sobre a análise crítica dos vários tipos de discurso religioso, tais como: discurso em textos canônicos das religiões; testemunho pessoal dos adeptos; religião na mídia; hermenêutica e filosofia da linguagem.
A Universidade do Estado do Pará (Uepa) também criou um Mestrado em Ciências da Religião, o primeiro da área na região Norte aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação (MEC). Ele tem duas linhas de pesquisa: Movimentos e Instituições Religiosas no Contexto Amazônico e Hermenêutica das Linguagens de Religião no Contexto Amazônico.
O coordenador da proposta aprovada pela Capes, Douglas Conceição, avalia que o Mestrado amplia o destaque da Universidade no cenário nacional, já que está entre as poucas instituições públicas do país a oferecer também o Curso de Graduação em Ciências da Religião como programa de ensino. A aprovação do Mestrado em Ciências da Religião amplia essa posição de destaque, porque agora a Uepa manterá não só um programa de ensino, mas também um programa de pesquisas, que terá sobre o fenômeno religioso um olhar exclusivo. Nós somos, neste momento, a única universidade estadual no Brasil, e a primeira na região Norte, a ter um Mestrado dessa natureza reconhecido pela Capes, conta.
Mas, às vezes, é preciso calar e pensar para que as coisas façam sentido. No final do ano passado eu fiquei muito cansado. A preparação para o exame de qualificação das partes já escritas da tese me deixou meio estressado e sem boas ideias para publicar.
Enfim, o exame passou, correu tudo bem, mas eu fiquei de ressaca. Depois vieram o aniversário e as festas de final de ano (que a cada vez curto menos). E, confesso, ainda não estou a plena potência. Contudo é preciso dar o ‘start’ para que as coisas voltem ao normal e a vida siga seu rumo novamente.
Esse início de 2011 será dedicado a rever o trabalho produzido – seguindo as dicas dadas pela banca do exame – e seguir adiante. Tenho apenas mais dois anos para terminar essa tese, e o tempo corre ligeiro. E há questões que precisam ser respondidas e algumas que, sequer, foram ainda levantadas.
Bem, espero poder contar com vocês neste ano novo!
Um grande abraço.
A.