Diz-se que Heráclito assim teria respondido aos estrangeiros vindos na intenção de observá-lo. Ao chegarem, viram-no aquecendo-se junto ao fogo. Ali permaneceram, de pé, (impressionados sobretudo porque) ele os encorajou a entrar, pronunciando as seguintes palavras: 'Mesmo aqui, os deuses também estão presentes'. (Aristóteles. De part. anim. , A5 645a 17ff).

sexta-feira, outubro 22, 2010

Paraíba sediará o IV Fórum do livre pensar Espírita

 

 

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(Fonte: ClickPB)

12h13  Segunda-Feira, 18 de Outubro de 2010

 

 

O IV Fórum do Livre Pensar Espírita acontecerá em João Pessoa, de 12 a 14 de novembro de 2010, na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Com o tema “A construção da identidade espírita: de Kardec aos dias atuais”.

A Associação de Estudos e Pesquisas Espíritas de João Pessoa (ASSEPE), com o apoio da CEPA Brasil, realiza três dias de eventos buscando não só debater assuntos relacionados ao espiritismo, mas unir o universo do Movimento Espírita com a Academia.

A ASSEPE vem desenvolvendo no nordeste, desde sua fundação, em 03/10/2004, ações que contemplem as razões básicas da sua existência, salientando constantemente seu perfil espírita, pluralista, progressista e livre pensador, esforçando-se para ser coerente e não incorrer nos mesmos equívocos das diversas instituições que se fecham no restrito âmbito de seus recintos em detrimento da sociabilidade dialética, sem o que, no nosso entendimento, inviabiliza a construção do conhecimento capaz de proporcionar uma sustentável evolução moral e intelectual.

Assim sendo, o IV Fórum do Livre Pensar Espírita é mais um componente nessa construção em que procuramos estabelecer três condicionantes fundamentais, mas não imprescindíveis:

1º. Contemplar a diversidade;
2º. Independência em relação à religião; e,
3º. Aproximação com a Academia.

São ainda passos acanhados pela consciência de todas as nossas limitações, mas seguros pela convicção de que o trabalho árduo dos pioneiros pode não gerar reconhecimento, mas deixa sobre os escombros dos obstáculos removidos as sementes dos paradigmas que se renovam.

Consideramos imprescindível, sim, a discussão sobre a identidade espírita, tema central do evento, ─ “A construção da identidade espírita: de Kardec aos dias atuais” ─ partindo-se da simplicidade de seus princípios básicos à complexidade do mundo moderno, buscando um viés possível para o Kardec da atualidade, na elaboração de um ideário dinâmico, despido das formas e fórmulas sacramentais que desfiguram seu caráter essencialmente progressista.

Sendo um evento organizado por instituição vinculada à Confederação Espírita Pan-Americana (CEPA) e à Associação Brasileira de Delegados e Amigos da CEPA (CEPABrasil), por elas apoiado, objetivam-se ratificar o perfil público e notório, sem prejuízo da plena independência dos participantes, em consonância com o caráter pluralista e livre pensador.

Não há, entretanto, a pretensão de estabelecer identidade rígida e sim avaliar os aspectos multifacetários calcados em princípios comuns que delineiam o perfil das sociedades futuras e respectivos cidadãos. 
Com tal perspectiva, consideramos de extrema importância a abordagem da palestra inicial ─ "Espiritismo: a questão da identidade espírita e a obra de Allan Kardec” ─, que fará um resgate do homem no seu contexto, as influências que recebeu e sua participação na elaboração do que ele designou como “Doutrina Espírita”. Este trabalho caberá ao Doutorando em Ciência da Religião pela Universidade de Juiz de Fora, MG, Augusto César Dias de Araújo, que dará o toque de isenção ao evento porque não é espírita e nem religioso, mas que desenvolve uma pesquisa primorosa sobre a obra de Kardec.

Havendo crescente interesse de estudiosos e pesquisadores de áreas diversas, optamos pelo ambiente universitário, no Auditório do Centro de Educação da UFPB, facilitando o acesso aos integrantes do Corpo Docente e Discente dos diversos cursos daquela instituição a qual creditamos a salutar receptividade à interação com a sociedade.

As inscrições podem ser feitas através do endereço: http://www.livrepensarespirita.com.br , com valor de investido de R$ 20 (inteira) ou R$ 10 (meia) e vagas limitadas.

domingo, outubro 17, 2010

Em carta aberta a Dilma e Serra, Marina destaca riscos do atraso político

 

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Ao final da Plenária Nacional do PV, a senadora Marina Silva, ex-candidata do partido à Presidência da República, leu carta aberta destinada aos candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) para apresentar seus argumentos em defesa de um posicionamento independente no segundo turno da eleição presidencial.

“Quero afirmar que o fato de não ter optado por um alinhamento neste momento não significa neutralidade em relação aos rumos da campanha. Creio mesmo que uma posição de independência, reafirmando ideias e propostas, é a melhor forma de contribuir com o povo brasileiro”, afirmou Marina.

No documento, a senadora chamou a atenção para a história republicana do Brasil: “Vemos que ela é marcada pelo signo da dualidade, expressa sempre pela redução da disputa política ao confronto de duas forças determinadas a tornar hegemônico e excludente o poder de Estado. Republicanos X monarquistas, UDN X PSD, MDB X Arena e, agora, PT X PSDB”.

“Há que se perguntar por que PT e PSDB estão nessa lista. É uma ironia da História: dois partidos nascidos para afirmar a diversidade da sociedade brasileira, para quebrar a dualidade existente à época de suas formações, se deixaram capturar pela lógica do embate entre si até as últimas conseqüências”, afirmou a ex-presidenciável.

Marina relembrou que ambas as legendas, ao rejeitarem o modelo de federação de oposições ao regime militar que era o MDB, “enriqueceram o universo político brasileiro criando alternativas democráticas fortes e referendadas por belas histórias pessoais e coletivas de lutas políticas e de ética pública”.

“Agora, o mergulho desses partidos (PT e PSDB) no pragmatismo da antiga lógica empobrece o horizonte da inadiável mudança política que o país reclama. A agressividade de seu confronto pelo poder sufoca a construção de uma cultura política de paz e o debate de projetos capazes de reconhecer e absorver com naturalidade as diferentes visões, conquistas e contribuições dos diferentes segmentos da sociedade, em nome do bem-comum”.

A senadora fez questão de ressaltar o conservadorismo de legendas que surgiram com objetivo transformador. “Paradoxalmente, PT e PSDB, duas forças que nasceram inovadoras e ainda guardam a marca de origem na qualidade de seus quadros, são hoje os fiadores desse conservadorismo renitente que coloniza a política e sacrifica qualquer utopia em nome do pragmatismo sem limites.”

Ao analisar o resultado do primeiro turno da eleição presidencial, Marina diz que as urnas trouxeram “uma reação clara a esse estado de coisas, um sinal de seu esgotamento. A votação expressiva no projeto representado por minha candidatura e de Guilherme Leal sinaliza, sem dúvida, o desejo de um fazer político diferente”.

“Se soubermos aproveitá-la com humildade e sabedoria, a realização do segundo turno, tendo havido um terceiro concorrente com quase 20 milhões de votos, pode contribuir decisivamente para quebrar a dualidade histórica que tanto tem limitado os avanços políticos em nosso país”, disse.

Sobre a oportunidade criada pelo segundo turno, a senadora diz a Dilma e Serra que lhes foi dada a chance de “liderar o verdadeiro nascimento republicano do Brasil”.

A respeito do apoio dos eleitores evangélicos, Marina afirmou que não usou sua vinculação à fé cristã evangélica como “arma eleitoral”.

Os exemplos de cristãos como Martin Luther King e Nelson Mandela e do hindu Mahatma Gandhi mostram que é possível fazer política universal com base em valores religiosos, lembrou. “São inspiração para o mundo.”

Por fim, Marina apela a Dilma e Serra que “reconheçam o dano que a política atrasada impõe ao país e o risco que traz de retrocessos ainda maiores. Principalmente para os avanços econômicos e sociais, que a sociedade brasileira, com justa razão, aprendeu a valorizar e preservar”.

Leia a íntegra da Carta Aberta aos Candidatos à Presidência da República.

(Fonte: Minha Marina)

quarta-feira, outubro 13, 2010

IV Fórum do Livre Pensar Espírita

 

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IV Fórum do Livre Pensar Espírita

“A construção da identidade espírita: de Kardec aos dias atuais”

12 a 14 de novembro de 2010

Programação

12 de novembro de 2010 - sexta-feira:

19h30min – Abertura: presidente da Assepe e presidente da CEPABrasil.

19h40min – Apresentação artística

20h00min ─ Conferência de Augusto César Dias de Araújo: "Espiritismo: a questão da identidade espírita e a obra de Allan Kardec”.

13 e novembro de 2010 – sábado

09 às 12h - PAINEL 1: “O que é o Espiritismo?” - Coordenador: André Luiz Bezerra

09 às 09h30min - Enfoque do 1o Painelista: CIENTÍFICO: Há Método? - Breno Henrique de Souza, de João Pessoa – PB

09h30min às 10h - Enfoque do 2o Painelista: FILOSÓFICO: O que há de novo? - Homero Ward da Rosa, de Pelotas – RS

10h às 10h30min - Enfoque do 3o Painelista: ÉTICO E MORAL: Haverá renovação social? - Dr. Severino Celestino da Silva, de João Pessoa – PB.

10h40min às 12h - Debates

14 às 17h - PAINEL 2: “Espiritismo em Movimento” - Coordenador: Néventon Vargas

14h às 14h30min - Enfoque do 1o Painelista: HISTÓRICO: Configurações assumidas no tempo e no espaço - Rui Paulo Nazário, de Porto Alegre – RS.

14h30min às 15h - Enfoque do 2o Painelista: INSTITUCIONAL: Objetivos, Formação e evolução - Milton Rubens Medran Moreira, de Porto Alegre – RS.

15h às 15h30min - Enfoque do 3o Painelista: FUTURO: Perspectivas organizacionais alteritárias - Raquel Maia, de João Pessoa – PB.

15h40min às 17h – Debates

17h às 17h30min - Apresentação de livro por Matheus Laureano, seguida de sessão de autógrafos de Carlos Guimarães, do livro “Estados Diferenciados de Consciência e Mediunidade”.

14 de novembro de 2010 – domingo:

09h às 12h - PAINEL 3: Ideias sociais espíritas - Coordenador: Carlos Guimarães

09h às 09h30min - Enfoque do 1o Painelista: “Comunicação social e as novas mídias” - Marcelo Henrique Pereira, de São José – SC.

09h30min às 10h - Enfoque do 2o Painelista: “Espiritismo, Política e Cidadania” - Mirgon Kayser Júnior, de Porto Alegre – RS.

10h às 10h30min: Enfoque do 3o Painelista: “Espiritismo, Direitos Humanos e Alteridade” - Júlio César Farias, de João Pessoa – PB.

10h40min às 11h40min - Debates

11h40min às 13h - Conclusões e encerramento - Coordenadora: Alcione Moreno.

Debatedores: Augusto César Dias de Araújo e Gustavo Leopoldo Rodrigues Daré.

Relatores: Milton Medran, Homero Ward da Rosa e Andréia Vargas

 

Local: Auditório do Centro de Educação da UFPB – João Pessoa - PB

Inscrições: http://www.livrepensarespirita.com.br/

VAGAS LIMITADAS

IV Colóquio de História da UNICAP

 

 

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Apresentação

O Curso de Licenciatura Plena em História da Universidade Católica de Pernambuco, criado como Bacharelado em 1943 e autorizado como Licenciatura pelo Decreto nº 25.129, de 25.06.1948, iniciou, em 2007, uma nova etapa de sua proposta educacional, que sempre primou por uma formação plural de seus graduandos, com a realização, anualmente, de um colóquio que tenha por prioridade trabalhar a ciência histórica a partir do aspecto interdisciplinar. Assim, desde o primeiro ano de realização, as equipes de coordenação dos colóquios buscaram o amadurecimento da idéia junto à comunidade acadêmica, realizando os eventos com a participação de alunos e professores não só do Curso de História como de outros cursos da instituição.

O primeiro colóquio, que teve por tema “190 anos da Revolução de 1817”, e o segundo, com o tema “Quarenta anos depois, 1968 ainda não acabou?”, foram realizados em parceria com o Curso de Letras da Universidade, buscando trabalhar o vínculo que une literatura e história. Desde o início abertos à participação de estudantes de outras Instituições de Ensino Superior, os colóquios firmaram-se dentro do calendário acadêmico do Centro de Teologia e Ciências Humanas, atraindo a participação de alunos dos outros cursos do Centro - Filosofia, Teologia e Pedagogia.

Com a temática “Brasil 120 anos de República”, o III Colóquio, realizado em outubro de 2009, alcançou o nível de evento estadual, no campo do ensino da História.

Na expectativa de crescimento do evento, o IV Colóquio, com o tema “Abordagens interdisciplinares sobre História da Sexualidade”, busca abrir espaço dentro da programação nacional de estudos em História, oferecendo uma programação rica e diversificada, com palestras, minicursos e espaço para apresentações de comunicações científicas. Para isso, contará com a participação não só de professores das universidades de Pernambuco, como de professores de outros estados da Federação, promovendo assim a troca de conhecimentos, entre mestres e alunos, tão importante na formação acadêmica e social do profissional que se dedica aos estudos das chamadas ciências humanas e sociais no país.

Prof. Dr. Luiz Carlos Luz Marques e equipe

 

Para maiores informações clique na imagem acima ou aqui.

sábado, outubro 09, 2010

Marina Silva apresenta agenda por um Brasil justo e Sustentável aos candidatos ao 2º turno

 

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A senadora Marina Silva e o partido Verde apresentaram hoje as propostas que serão entregues aos candidatos ao segundo turno da campanha presidencial a fim de buscar compromissos programáticos para um Brasil Justo e Sustentável, bem como a construção da governabilidade com base em princípios e valores éticos.

As propostas foram elaboradas a partir das Diretrizes para o Programa de Governo da Candidatura de Marina Silva à Presidência da República “Juntos pelo Brasil que Queremos”.

A Agenda por um Brasil Justo e Sustentável contém dez compromissos: transparência e ética; Reforma Eleitoral; educação para a sociedade do conhecimento; segurança pública; mudanças climáticas, energia e infraestrutura; seguridade social (saúde, assistência social e previdência); proteção dos biomas brasileiros; gasto público de custeio e Reforma Tributária; política externa; e fortalecimento da diversidade socioambiental e cultural.

A Agenda por um Brasil Justo e Sustentável pode ser baixada neste link: Agenda por um Brasil Justo e Sustentável (1)

(Fonte: Minha Marina)

sexta-feira, outubro 08, 2010

III Congresso Brasileiro de Umbanda do século XXI

Encontro Acadêmico e Iniciação Científica

cartaz do congresso

 

As Religiões Afro-brasileiras

aproximando saberes.

13 e 14 de Novembro de 2010

FTU – São Paulo

 

Dando continuidade aos congressos realizados pela Faculdade de Teologia Umbandista, apresentamos a terceira edição deste Evento. Nosso encontro vem se notabilizando como um momento importante de discussão e atualização de temas pertinentes, reunindo pesquisadores, docentes e discentes interessados na divulgação de seu trabalho e na participação no diálogo científico que o Evento possibilita. A temática deste Encontro abre-se à discussão da diversidade de enfoques teóricos e de experiências empíricas, que, temos a certeza, muito vai contribuir para a nossa vivência acadêmica e prática religiosa. Isso se faz considerando que a Umbanda é resultado de uma síntese transformadora, que busca integrar diferentes abordagens e vivências para compreensão da sacralidade do homem.

Maiores informações clique na imagem acima ou visite o site da FTU - Faculdade de Teologia Umbandista.

Repúdio à tentativa de manipulação religiosa das eleições presidenciais no Brasil

 

Recebi a mensagem abaixo do CEBI (Centro de Estudos Bíblicos), entidade cristã multiconfessional que trabalha com o método popular de leitura dos textos bíblicos, acompanhada de um pedido de divulgação. Como, apesar de não ser vinculado a qualquer Igreja ou Religião ou mesmo Partido Político, concordo com o teor do texto, publico-o abaixo, na íntegra.

 

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Nota da Direção Nacional do CEBI em relação ao 2º Turno das Eleições

“Não é bom para a democracia que alguns decidam pelos outros (...) Mas é pior ainda para a religião, seja qual for, pressionar os seus adeptos para que votem em determinados candidatos, ou proibir que votem em determinados outros em nome de convicções religiosas. A religião que não é capaz de incentivar a liberdade de consciência dos seus seguidores, que se retire de campo. Seja quem for, bispo, padre, pastor, ninguém se arrogue o direito de decidir pela consciência do outro."  (Dom Demétrio Valentin)

"A Aliança de Batistas do Brasil vem a público levantar o seu protesto contra o processo apelatório e discriminador que nos últimos dias tem associado o Partido dos Trabalhadores às forças da iniquidade.  Lamentamos a participação de líderes e igrejas cristãs nesses discursos e atitudes, que lembram muito a preparação das fogueiras da inquisição". (Pronunciamento da Aliança de Batistas do Brasil)

 

Chamando a atenção para as palavras das lideranças religiosas acima citadas, a Direção Nacional do CEBI vem a público denunciar as práticas de setores de algumas igrejas que buscam forçar seus fiéis a não votar em certa candidatura por meio de informações manipuladas ou falsas, acerca de temáticas de cunho ético, como, aborto, união civil de pessoas do mesmo sexo ou outras.

Denunciamos que esse tipo de manipulação religiosa, do ponto de vista legal é crime de preconceito e de incitação à intolerância; e do ponto de vista religioso, é atitude contrária ao Evangelho de Jesus Cristo.

Reforçamos que a liberdade de consciência é direito inalienável da pessoa humana e que não é papel das instituições religiosas estimular a intolerância religiosa. Certas apelações e alguns temas que tentam implantar medo e terrorismo no imaginário do povo, já foram tentados nas eleições de 1989, resultando, naquela ocasião, na derrota das forças progressistas.

Reconhecemos que as duas candidaturas que disputam o 2º turno têm posturas próximas do ponto de vista econômico, ambiental, ético, moral e religioso. Entretanto, entendemos que a candidata do PT ainda significa a possibilidade de maior investimento no campo social e de menor perseguição às lutas populares.

É imprescindível que cada cidadão e cidadã decida seu voto com base em avanços ou retrocessos na qualidade de vida do nosso povo. Sugerimos que a sociedade livremente avalie as melhorias que as populações empobrecidas tiveram nos últimos oito anos e apoie sua continuidade. E que se organize ainda mais para a cobrança do que é direito do povo e dever do Estado.

Leia abaixo outras notas e artigos de lideranças religiosas sobre o processo eleitoral!


Notícias

• Líder das Assembleias de Deus desmente boatos sobre Dilma
Leia mais

• Nome da CNBB está sendo usado para enganar fiéis, afirma nota
Muitos grupos, em nome da fé cristã, têm criado dificuldades para o voto livre e consciente, usando o nome da CNBB, induzindo erroneamente os fiéis a acreditarem que ela tivesse imposto veto a candidatos nestas eleições.
Leia mais

• Eleições: a credibilidade da CNBB posta em xeque - Dom Demétrio Vanlentini
"A credibilidade da CNBB está sendo colocada em xeque, existe uma falácia que precisar ser desmontada: o nome da CNBB foi invocado com posições que não são dela para criticar Dilma Rousseff"
Leia mais

• Aliança de Batistas do Brasil faz pronunciamento sobre Eleições 2010
Leia mais


Cidadania

• Carta aberta a Dom Demétrio - José Comblin
Se os bispos não protestarem contra a manipulação que se fez do seu documento, serão cúmplices da manipulação e aos olhos do público serão vistos como cabos eleitorais.
Leia mais


Equipe CEBI
CEBI - Centro de Estudos Bíblicos
Visite nosso site: www.cebi.org.br

terça-feira, outubro 05, 2010

Processo Seletivo para os Cursos de Mestrado e Doutorado em Ciência da Religião na UFJF

 

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Já estão disponíveis os Editais para o Processo Seletivo para os Cursos de Mestrado e Doutorado em Ciência da Religião, turmas 2011, do Programa de Pós-graduação em Ciência da Religião (PPCIR) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Estão previstas até 27 vagas para o Mestrado e 11 para o Doutorado. As inscrições se iniciam em 13 de Outubro próximo e se estendem até o dia 12 de Novembro. O processo tem início logo após o término das inscrições com a análise dos pré-projetos de dissertação (Mestrado) e dos projetos de tese (Doutorado). Esta etapa se estenderá até 26 de Novembro, quando serão divulgados os resultados no site do PPCIR. Os exames escritos e as entrevistas estão previstos para o período de 07 a 09 de Dezembro para ambos os cursos. E a divulgação dos resultados para o dia 10 do mesmo mês.

As inscrições poderão ser feitas presencialmente na Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião – ICH- Horário: de segunda a sexta das 14h às 18h -Telefone: {32} 2102-3116. Ou via SEDEX, desde que a data do carimbo da postagem obedeça o prazo de 12/11/2010. O endereço para postagem é:

Universidade Federal de Juiz de Fora -Instituto de Ciências Humanas
Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião
Campus Universitário -36.036-900 -Juiz de Fora/MG

O PPCIR atua com os cursos de Doutorado e Mestrado em Ciência da Religião e dá suporte ao curso de Especialização em Ciência da Religião. Mantém o conceito 5 na avaliação da CAPES desde o ano de 2001.

sábado, outubro 02, 2010

Marina rasga o verbo sobre relação com LGBT

Às vésperas da eleição, Marina Silva fala sobre parada gay, união civil e muito mais, leia aqui

 

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Marina Silva: evangélica e simpatizante

Quando anunciou sua candidatura à presidenta, Marina Silva (PV) causou certo receio na comunidade gay brasileira, preocupada com um possível posicionamento a favor de religiosos extremistas e contra os direitos LGBT. Mas ao longo do tempo, conforme ia construindo seu discurso de campanha, ela foi se mostrando, mesmo que às vezes timidamente, a favor de pontos importantes para a população colorida e causando, desta vez, surpresa.

Depois de um episódio polêmico sobre segurar ou não a bandeira do movimento LGBT, as atenções da comunidade gay se voltaram ainda mais para Marina, e principalmente para suas declarações no que diz respeito a pontos como a adoção de crianças e a união civil. Em seu programa de governo, os LGBT aparecem contemplados com outras minorias como negros e mulheres, o que, segundo a própria Marina, não vai relegar a luta da diversidade sexual para segundo plano.

Em uma entrevista que vai direto aos pontos que te interessam, Junior questionou Marina sobre tudo o que você quer saber de uma candidata. A seguir, ela solta o verbo sem medo e garante que, se eleita, vai apoiar as uniões e adoções conforme o caso e as Paradas Gays e acha que um presidente não deve se meter em assuntos médicos como a cirurgia de readequação sexual.

A senhora já se posicionou a favor do reconhecimento de direitos por meio da união civil entre pessoas do mesmo sexo, mas porque não é a favor do casamento entre casais assim?

Por objeção de consciência. Mas, como tenho dito, minha posição contrária ao casamento não quer dizer que não seja favorável à garantia de uma série de direitos, que hoje são negados às pessoas do mesmo sexo que vivem um relacionamento estável. Sou favorável ao direito à herança, ao plano de saúde conjunto, ao acompanhamento em caso de deslocamento para outra cidade para cumprir função pública, ao acompanhamento em caso de internação, entre outros. Como presidente, trabalharei para que todas as pessoas tenham acesso a políticas públicas que assegurem condições de vida dignas, independente de credo, raça ou condição sexual.

 
Se for uma opinião pessoal, como não deixá-la interferir em uma possível futura administração do País?
Tenho a clareza de que o Estado laico, estabelecido pela Constituição Federal, deve sempre orientar as ações do Presidente da República de forma a garantir a justa mediação entre os diferentes interesses expressos pelos vários segmentos da sociedade e certificar que todos tenham garantido o respeito a seus direitos. O que é válido tanto para os direitos civis quanto para os direitos religiosos.

Qual sua opinião sobre a adoção por casais de mesmo sexo?
A prioridade em um processo de adoção é a criança. Em toda adoção, seja por casais homossexuais ou heterossexuais, é necessária uma profunda avaliação feita por especialistas a partir de uma série de critérios técnicos. Uma vez aprovado o processo de adoção pelas autoridades competentes, meu posicionamento é favorável ao que for considerado ser o melhor para a criança, que precisa de amor e acolhimento para sair da condição de desamparo a que está submetida.

A permissão dessa adoção está em seus planos? Por quê?
Já temos em nosso país a base institucional e a jurisprudência que dão suporte para avaliar tecnicamente cada caso de adoção, que envolve aspectos que consideram prioritariamente o bem-estar físico, emocional e psicológico da criança. O que precisamos fazer é zelar para que cada processo de adoção seja criterioso e seguro para todos os lados, tanto para a criança quanto para as pessoas que se dispõem ao amoroso gesto da adoção.

Se eleita, a senhora reconheceria a união civil entre pessoas do mesmo sexo, principalmente no tocante aos direitos civis?
Em minha opinião, o Estado deve reconhecer e respeitar os direitos de todas as pessoas e não agir diferente em relação aos diretos civis das pessoas do mesmo sexo que têm união estável. Eles devem ser respeitados, como já me referi anteriormente, no que concerne ao direito à herança, ao plano de saúde conjunto, ao acompanhamento em caso de doença, entre outros. São direitos que lhes são negados e que, com justa razão, lhes causam um grande sentimento de injustiça.

Acredita que perderia eleitorado fazendo isso, ou qualquer outra ação em prol dos LGBT?
A questão é mais importante do que perder ou ganhar votos. Sempre tenho marcado minha vida pública pela defesa coerente daquilo em que acredito independentemente da perda ou não de votos.

Como presidente, qual é a melhor forma de equilibrar interesses tão díspares quanto os dos mais religiosos e os homossexuais? Existe uma prioridade? Qual é ela?
A prioridade será sempre a defesa da Justiça e do respeito a todas as pessoas. Para mediar os diversos interesses entre os grupos divergentes, o Estado tem que criar espaços de debate qualificado das diferentes posições para que haja uma forma de convivência respeitosa entre os diferentes grupos de interesse. Ademais não vejo a fé cristã como tendo que ser necessariamente antagônica aos legítimos direitos das pessoas e grupos. Afinal de contas, valores como justiça, liberdade, respeito e amor ao próximo constituem toda a base dos ensinamentos de Jesus, que nos mostra que nada deve ser feito por força ou violência.

Em seu plano de governo, os LGBT são contemplados juntamente com outras minorias no que diz respeito à luta contra a discriminação. Se eleita, a luta LGBT terá o mesmo espaço em seu governo do que a luta de negros, mulheres e portadores de deficiência?
Nas diretrizes do meu programa de governo explicitamos: “Queremos a valorização da diversidade e o respeito aos direitos das minorias”. O respeito aos direitos constituídos de todos os cidadãos, sem discriminá-los por qualquer razão, é um valor inegociável em um Estado democrático e faz parte de meu compromisso pessoal de vida na luta pela democracia.

Qual sua opinião sobre as Paradas Gays? Seu governo continuaria financiando tais eventos como faz o atual?
Não tenho conhecimento sobre o atual sistema de financiamento das Paradas Gays. Mas minha opinião é que as atividades que envolvem manifestação pública de ideias dos movimentos sociais devem ser autônomas e não devem depender do Estado. Até onde tenho conhecimento, legalmente o que o Estado pode autorizar para as manifestações é o uso de local público, cumprir sua obrigação de garantir segurança pública e assistência à saúde em caso de ocorrências médicas durante as manifestações. Acho importante que ocorra repasse de recursos públicos para iniciativas em parceria com instituições da sociedade, que prestem serviços de acordo com as normas legais, em suplementação às ações do Estado.

A senhora concorda com o financiamento público de cirurgias de readequação sexual como é feito no Brasil? Se eleita, irá mantê-lo?
Tal como no caso da adoção há uma prioridade aqui: o bem-estar e a saúde do ser humano. Se há um laudo médico dizendo que é fundamental fazer a cirurgia, não cabe a um presidente interferir nesse assunto.

O governo atual desenvolve várias iniciativas pró-LGBT como financiamento de cirurgias, Paradas e principalmente por meio do Programa Brasil Sem Homofobia, que culminou na criação da Coordenação Nacional LGBT no ano passado. São boas iniciativas? Devem ser mantidas? Serão ampliadas caso a senhora seja eleita?
Como disse anteriormente, as manifestações de ideias e visões de mundo dos movimentos sociais devem estar desatreladas do Estado. As instituições que se dedicam a cuidar dos interesses dos segmentos da sociedade, que estiverem fazendo seu trabalho em conformidade com os princípios da boa gestão pública, serão mantidos.

O PT é conhecido por ser inclusivo e a senhora fazia parte do partido. Teve alguma experiência com a população LGBT neste período? Como foi?
Desde o inicio de minha militância política, tenho me dedicado prioritariamente às lutas socioambientais. Infelizmente, no caso desta agenda, o PT não conseguiu ser suficientemente inclusivo. Ainda que, por minha atitude de apoio à defesa dos direitos humanos, tenha contribuído indiretamente, nunca tive uma experiência de participação política específica nessa agenda.


*A reportagem também entrou em contato com as assessorias dos candidatos José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), mas não obteve resposta.
*Entrevista cedida pela revista Junior e publicada na íntegra.

(Fonte: Mix Brasil)

quinta-feira, setembro 30, 2010

Lobby cristão e casamento gay

 

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“As igrejas gostariam de uma sociedade em que seja crime tudo o que, para elas, é pecado", escreve Contardo Calligaris (foto), psicanalista, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, 30-09-2010.

Eis o artigo.

"Em maio passado, durante uma visita ao santuário de Fátima, o papa Bento XVI declarou que o aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo estão entre os mais "insidiosos e perigosos desafios ao bem comum".

Atualmente, quase todas as igrejas cristãs (curiosamente alinhadas com as posições do papa) negociam seu apoio aos candidatos à presidência cobrando posições contra a descriminalização do aborto e contra o casamento gay.

Em 2000, segundo o censo, havia, no Brasil, 125 milhões de católicos, 26 milhões de evangélicos e 12 milhões de sem religião. É lógico que os principais candidatos inventem jeitos de ficar, quanto mais possível, em cima do muro - tentando satisfazer o lobby cristão, mas sem alienar totalmente as simpatias de laicos, agnósticos e livres pensadores (minoritários, mas bastante presentes entre os formadores de opinião).

Adoraria que as campanhas eleitorais fossem mais corajosas, menos preocupadas em não contrariar quem pensa diferente do candidato. Adoraria também que soubéssemos votar sem exigir que nosso candidato pense exatamente como nós. Mas não é esse meu tema de hoje.

Voltemos à declaração do papa, que junta aborto e casamento gay numa mesma condenação e, claro, tenta pressionar os poderes públicos, mundo afora. Para ele, o que é pecado para a igreja deve ser também crime para o Estado.

No fundo, com poucas exceções, as igrejas almejam um Estado confessional, ou seja, querem que o Estado seja regido por leis conformes às normas da religião que elas professam. De novo, as igrejas gostariam de uma sociedade em que seja crime tudo o que, para elas, é pecado: o sonho escondido de qualquer Roma é Teerã ou a Cabul do Talibã.

Há práticas sexuais que você julga escandalosas? Está difícil reprimir sua própria conduta? Nenhum problema, a polícia dos costumes vigiará para que ninguém se dedique ao sexo oral, ao sexo anal ou a transar com camisinha.

Para se defender contra esse pesadelo (que, ele sim, é um "insidioso e perigoso desafio ao bem comum"), em princípio, o Estado laico evita conceber e promulgar leis só porque elas satisfariam os preceitos de uma confissão qualquer. As leis do Estado laico tentam valer por sua racionalidade própria, sem a ajuda de deus algum e de igreja alguma.

Por exemplo, é proibido roubar e matar, mas essa proibição não é justificada pelo fato de que essas condutas são estigmatizadas nas tábuas dos dez mandamentos bíblicos. Para proibir furtos e assassinatos, não é preciso recorrer a Deus, basta notar que esses atos limitam brutalmente a liberdade do outro (o assaltado ou o assassinado).

Agora, imaginemos que você se oponha ao casamento gay invocando a santidade do matrimônio. Se você acha que o casamento é um sacramento divino que só pode ser selado entre um homem e uma mulher, você tem sorte, pois vive numa democracia laica e sua liberdade é total: você poderá não se casar nunca com uma pessoa do mesmo sexo. Ou seja, você poderá manter quanto quiser a santidade e a sacramentalidade de SEU casamento.

Acha pouca coisa? Pense bem: você poderia ser cidadão de uma teocracia gay, na qual o Estado lhe imporia de casar com alguém do mesmo sexo.

Argumento bizarro? Nem tanto: quem ambiciona impor sua moral privada como legislação pública deveria sempre pensar seriamente na hipótese de a legislação pública ser moldada por uma outra moral privada, diferente da dele.

Parêntese: Se você acha que essa história de casamento gay é sem relevância, visto que a união estável já é permitida etc., leia "Histórias de Amor num País sem Lei. A Homoafetividade Vista pelos Tribunais - Casos Reais", de Sylvia Amaral(editora Scortecci).

PS. Sobre a dobradinha sugerida pela declaração do papa: talvez, para o pontífice, aborto e casamento gay sejam unidos na mesma condenação por serem ambos consequências da fraqueza da carne (que, obstinadamente, quer gozar sem se reproduzir).

Mas, numa perspectiva laica, a questão do aborto e de sua descriminalização não tem como ser resolvida pelas mesmas considerações que acabo de fazer para o casamento gay. Ou seja, não há como dizer: se você for contra, não faça, mas deixe abortar quem for a favor. Vou voltar ao assunto, apresentando alguns dilemas que talvez nos ajudem a pensar.

(Fonte: IHU Notícias)

quarta-feira, setembro 22, 2010

I Seminário Epistemológico de Estudo da Religião

 

Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes

Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais

Grupo de Pesquisa

Mythos-Logos: Religião, Mito e Espiritualidade


I Seminário Epistemológico do Estudo da Religião


7 e 8 de Outubro de 2010

Campus Universitário - UFRN

Natal/RN

Maiores informações clique aqui ou na imagem acima.

terça-feira, setembro 21, 2010

Sinais de avanço: teologia gay em português

 

Fé Além do Ressentimento
Fragmentos católicos em voz gay

Um livro de James Alison

(É Realizações Editora) 

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Apresentação

J. B. Libanio
abril de 2010

Há apresentações de livro formais, comerciais e editoriais. Há aquelas que nascem da amizade. Há aquelas que se forjam baseadas no valor da obra. Distancio-me da primeira espécie para me fixar nas duas seguintes.

Conheci Alison quando fez teologia na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia de Belo Horizonte, tendo-o como aluno. Recordo-me de que, certa vez, no final de uma exposição, que eu fizera, sobre a abertura fundamental do ser humano para a Transcendência, inspirado por K. Rahner, ele se voltou para mim e disse: “Pura poesia!”. Naquela hora falou o inglês empírico, mas sem ocultar certa pitada de poesia. Já naqueles idos percebia que ali jazia enorme potencial cultural, que se desabrochou em teologia tão criativa como aparece no livro. Vale dele naquele tempo o provérbio latino: ex digito gigans. Pelo dedo se conhece o gigante.

Neste livro encontrei um poeta. Não romântico, nem lírico, nem elegíaco, mas aquele que deixa aflorar do profundo do ser experiências existenciais densas e as retrata num discurso impregnado de beleza, liberdade e sem ressentimento ou acidez polêmica.

Ele consegue, como poucas obras, já no título apresentar as teses fundamentais desenvolvidas. Quatro blocos: fé, além do ressentimento, fragmentos católicos, voz gay. Todos coerentemente articulados, profundamente elaborados, formam conjunto valioso.

É um livro que brota da fé. Alison trabalha com imensa originalidade textos e contextos bíblicos do Primeiro e do Segundo Testamento. Consegue, sem forçar a exegese, conduzir o leitor à profunda compreensão da passagem bíblica. Logo no primeiro capítulo, nos surpreende com releitura extremamente original e fecunda da cura do cego de nascimento. Escapa das interpretações comuns e conhecidas, introduzindo o leitor, com sutileza, em novo campo hermenêutico.

Recorre com frequência a João, a Paulo e a outros textos bíblicos para levar à reflexão. Entremeia com delicada fineza, leveza e sutileza elementos autobiográficos do processo de integração humana e espiritual de sua condição de homem gay com perspicaz leitura de textos bíblicos. Evita gerar no leitor extremos do sentimento de rejeição da condição gay ou de compaixão pela vítima ou de revolta contra o sistema social ou contra a máquina eclesiástica. Atravessam-lhe a obra transparência e honestidade do relato. Em qualquer situação existencial, gay ou não, o leitor se toca. A pessoa gay certamente encontra uma palavra de libertação, não pela via barata da contestação, mas por honesto processo reestruturante interno, baseado fundamentalmente na ação criativa e bondosa de Deus e apoiado por inúmeras passagens da Escritura feita em voz gay.

Alison, na introdução, refere-se à situação em que escreveu este livro, com dificuldade de acesso bibliográfico. Daí poucas citações. Honestamente, esse fator enriqueceu a obra. Não se trata de clássica obra acadêmica, mas de ensaio com toques geniais e originais. Esse tipo de escrito não necessita de carregar-se de outras autoridades. Vale por ele mesmo. Isso o autor passa com modéstia no livro.

Outro toque de genialidade está na postura básica de Alison. O livro desarma os batalhões que porventura viessem a formar-se em torno dele. Por ser tema delicado e de difícil manuseio no mundo eclesiástico, seria previsível que se travasse em volta do livro a batalha entre os que o atacariam como desrespeitoso das normas eclesiásticas e os que o defenderiam precisamente por isso. No entanto, Alison toma distância dessas duas posturas como situações a serem superadas por profunda conversão evangélica. Ambas cairiam na mesma armadilha. Não se trata de fazer das pessoas gays vítimas e cerrar fileiras ao seu lado contra o aparato eclesiástico, nem também de posicionar-se como defensor deste em nome da lei e da norma, sem alcançar o espírito íntimo do cristianismo.

Ambas as posturas refletem ressentimento. E a opção de base de Alison reside precisamente na superação do ressentimento. Já o pratica na própria maneira de conduzir o tema e na releitura de suas experiências de vida, não raro duras, pesadas e traumáticas. E ele o faz, não por uma simples terapia de autoconfiança e de relativização da posição do outro, mas por lento trabalho interior de reconstrução dos escombros da vida pela força da experiência de Deus, que cria e ama. Logo no início, faz tocante leitura de José, do Egito, vendido por seus irmãos e naturalmente posto em situação de ressentimento, e de como ele a superou por generosidade bem arquitetada para proteger os irmãos criminosos em relação a ele. Aparecem já as primeiras intuições sobre essa categoria básica do livro.

Ressentimento não se supera com luta, com batalhas contra ou em defesa de alguma posição julgada errada tanto pelos que rejeitam o mundo homossexual quanto pelos que o defendem. Não vai por aí. Mesmo o mais intransigente inquisidor se sente tocado e questionado pelo livro. Solapa-lhe a base inquisitorial.

Alison conhece profundamente o pensamento de René Girard. Mais.

Girard se lhe transformou num companheiro de caminhada pelos meandros da fé cristã. Fê-lo perceber como, entre nós, funciona uma lógica de culpar a vítima. Jesus fez explodir o ciclo vitimário. Alison, no caso tratado, evita que tanto a pessoa gay como o conjunto eclesiástico sejam vistos como vítimas de ataques opostos. A reflexão vai na linha da superação de tal lógica, nada evangélica. Pelo contrário, Jesus procura inserir a todos na fraternidade inclusiva, universal de filhos de Deus. Só nessa perspectiva se vence esse jogo perigoso. A essa fraternidade se opõe uma fraternidade excludente, fratricida, de Caim a respeito de Abel, que reivindica uma paternidade exclusiva e excludente. Esta se baseia no biológico, no cultural, enquanto a de Jesus, na gratuidade do dom de Deus que nos quer todos irmãos. Com efeito, existe uma natureza fratricida na cultura humana, que atua por meio de muitas instâncias particulares, de que a máquina eclesiástica não se faz exceção. Sob essa ótica, Alison analisa várias das discussões de Jesus com os judeus, como nos relatam João e outras passagens da Escritura, como a saga de Jacó e José, a história de Jonas etc. E ele vê como tarefa cristã começar a desmontar os efeitos da fraternidade violenta em nossa vida e na dos outros. Implica a capacidade de ir mais além de uma montanha de coisas que nos pareciam sagradas e paternas no nosso ambiente familiar, cultural, geográfico, político e religioso. A libertação vem da dupla experiência de sentir-se filho amado de Deus e de poder dizer “nós” numa comunidade de irmãos em Igreja, sinal de um Reino apenas imaginável.

O discurso eclesiástico, que considera algum grupo de pessoa como “os outros”, separando-os do corpo eclesial, gera vítimas. Deus criador de todos, a quem ama incondicionalmente e que nos fala como a irmãos em seu Filho Jesus, refuga os mecanismos geradores da exclusão em nome da inclusão querida por ele. Alison chega a afirmar que “o que é pecado é a própria participação no mecanismo de exclusão, e não o defeito que provoca essa exclusão”. Nessa dinâmica se situa o livro.

O subtítulo fala de fragmentos católicos. Sinaliza a natureza das considerações expostas. Alison considera que corresponde à teologia do atual

milênio um caráter fragmentário. Os sistemas poderosos, bem construídos e fechados, cederão espaço a estudos a partir de óticas muito diferenciadas. Nenhuma delas conseguirá impor-se na sua exclusividade e totalidade, mas contribuirá com parcela de uma contínua busca do projeto salvador de Deus.

O adjetivo “católico” não pareceu a Alison algo evidente. Duvida se lhe cabe a categoria de “católico romano” ou simplesmente de cristão. Teologicamente falando, parece correto afirmar que todo elemento cristão tem cidadania no mundo católico, se não por convicção da instituição eclesiástica, ao menos por força da vontade de Jesus. Quem está com Jesus não deveria sentir-se fora da casa católica. No entanto, sabemos que o termo “católico” se restringe, não raramente, ao universo institucional, que não consegue fidelidade absoluta ao evangélico e por isso pode pecar pelos dois lados. Ora afirmar como evangélico o que não é, ora rejeitar como não evangélico o que é. Por isso, reflexão como esta de Alison ajuda a purificar o termo “católico” do peso institucional para lhe dar a leveza evangélica.

No discurso, essa afirmação goza de unanimidade. Quando o Concílio Vaticano II afirma a realidade da Igreja como santa e pecadora, no fundo, está dizendo o mesmo. Como santa, cabe-lhe perceber a realidade evangélica. Como pecadora, falha na dupla percepção aludida. Com a pluralidade de discursos teológicos, supera-se o quadro rígido que impõe única regra e medida da verdade e busca-se a fraternidade dos irmãos. A verdadeira natureza de Deus se descobre não por meio da verticalidade de uma paternidade que se impõe, mas pela horizontalidade de uma fraternidade que se vive. Essa ideia volta sob muitos aspectos como fundamental da leitura cristã de Deus.

“Em voz gay” oferece a maior originalidade e coragem da obra. Quando a teologia da libertação levantou a pretensão de produzir uma teologia diferente da teologia europeia, até então considerada “a teologia”, houve mal-estar, que perdura até hoje, em círculos acadêmicos e eclesiásticos. Alison ousa mais. Escolhe a voz gay para ler textos e passagens bíblicas, para analisar situações concretas. Enfrenta a posição moral tradicional da ordem da criação, que exclui todo comportamento que a contrarie como heterodoxo em nome de outra compreensão de Deus e da criação em Cristo.

Ele o faz sem ressentimento, sem radicalismo. Impressiona a lucidez das reflexões. Questionam a todos, inclusive os próprios defensores ardorosos e reivindicadores da causa gay contra certa moral e práxis eclesiástica tradicional. O livro não entra por esse caminho. Ele trabalha a dinâmica eucarística da fé católica que evolui de uma concepção corporativa excludente dos estranhos, passando por um momento de ressentimento antifarisaico em relação aos sujeitos da exclusão, até sua superação, e a da distinção entre nós e os outros numa igualdade de coração em força do amor recriador de Deus manifestado em Jesus.

Em relação às pessoas gays, oferece-lhes o reencontro com uma dignidade que, em última análise, lhes vem de Deus e que ninguém tem o direito de negar. Teme que a vida da maioria das pessoas gays esteja inundada de vergonha e orgulho. A vergonha leva-as a fugir de si mesmas antes do tempo, e o orgulho obriga-as a exibir-se antes do tempo. Quando se está em luta consigo mesmo e com os demais, projeta-se essa violência sobre os outros. Aos opositores, Alison mostra-lhes a pouca percepção de exigências profundas da Escritura. Não os combate. Analisa os pressupostos, os mundos subterrâneos, inconfessados e não falados, para lançar luzes oriundas da própria Palavra de Deus.

No decorrer do livro, o leitor detecta como muitas atitudes e escritos eclesiásticos não respondem a gestos, palavras e atitudes de Jesus. Alison o mostra por fidelidade à mensagem evangélica e não em nome de algum confronto. Um dos pontos fundamentais dessa obra consistiu em pensar teologicamente em voz gay, sem ressentimento nem proselitismo, mas de maneira serena, fina e profunda. Se há algo duro, não vem do discurso, mas da própria objetividade da realidade.

É um livro inaugural. Leva-nos todos a pensar. Tira-nos do clima ainda reinante em muitos lugares de polêmica e de combate quando se trata dessa questão de homossexualidade. Não o faz por nenhum laxismo moral, mas com a fineza de quem mostra traços evangélicos iluminadores. O leitor tem o direito de discordar, naturalmente, da posição pessoal do autor, mas dificilmente deixará de reconhecer a possibilidade hermenêutica da voz escolhida e sua capacidade de, a partir dela, trazer pontos importantes da compreensão da mensagem evangélica.

Na antítese de tal mensagem está a violência física e simbólica. Esta tem atravessado a polêmica sobre a sexualidade de ambas as partes. Os que acusam criam as vítimas, executam-nas física ou simbolicamente, e os que se associam a elas ou elas mesmas o fazem em linha oposta. Alison persegue precisamente uma reflexão que supere essa violência e possibilite um lugar de encontro em vez de rivalidade. Textos escriturísticos que, à primeira vista, pareceriam secundar tal violência, relê-os noutra perspectiva, mostrando inesperado sentido não explorado. Tece uma imagem de Deus fora do reino da violência, da reivindicação, da vingança, do “toma lá dá cá”, da rivalidade, do “olho por olho”. Um Deus situado nesse universo seria mesquinho. Muito próximo de nós, mas pouco Deus. Pelo contrário, Ele é aquele que preconiza a gratuidade e aspira à vida integrada dos seres humanos, e não excluída, vitimada, separada.

Nesta introdução expus algumas poucas ideias-chave de Alison, deixando ao leitor a oportunidade de avançar nelas e enriquecer-se com a leitura do livro. Não o compreenderá quem já se posicionou rígida e ortodoxamente num dos dois campos de batalha, tanto na vitimização das pessoas gays quanto na defesa ressentida de tanta discriminação. Não teria entendido o livro alguém que o interpretasse como uma defesa de qualquer prática sexual ou da relativização do crime de pedofilia que tem agitado tanto a imprensa mundial. Está em questão a dignidade das relações humanas de amor, possíveis no duplo mundo heterossexual e gay, como o contrário também. O livro faz jus ao título: “fé além do ressentimento”. O mínimo que se pode dizer desta obra é que foi escrita por alguém de trabalhada e profunda maturidade humana unida à experiência de fé livre e sempre aberta a caminhar. A todo o texto preside a convicção vivida de que o amor de Deus excede a todo desenho humano e não há diferença que esteja fora do longo e amoroso olhar de Deus.

 

O Autor

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James Alison

James Alison (Londres, 1959) é teólogo católico, sacerdote e escritor. Estudou em Oxford e é doutor pela Faculdade Jesuíta de Belo Horizonte. É considerado um dos principais expositores da vertente teológica inspirada no pensador francês, crítico literário e teórico do desejo René Girard, e é atualmente um “Fellow” da Imitatio, fundação que apoia a divulgação do pensamento de Girard (www.imitatio.org).

Além de ser acima de tudo um teólogo sistemático, James Alison é, há mais de quinze anos, um dos raros padres e teólogos católicos assumidamente gays. Seu trabalho é respeitado internacionalmente pelo caminho rigoroso e matizado que vem abrindo nesse campo minado da vida eclesiástica. Dos sete livros que publicou, vários já foram traduzidos para o espanhol, italiano, francês, holandês e russo, e este é o primeiro a sair em língua portuguesa.

Seus próximos projetos, além das viagens por todo o mundo para conferências, palestras e retiros, incluem a divulgação em texto e DVD de um curso, de doze sessões, de introdução adulta à fé cristã, que ele vem ministrando em vários países nos últimos anos, e o incentivo a uma pastoral gay no centro da cidade de São Paulo, onde ele reside. Textos seus em vários idiomas podem ser encontrados no site www.jamesalison.co.uk.

quarta-feira, setembro 15, 2010

Caminhando pela tolerância

 

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Para maiores informações basta clicar no cartaz acima.

Abertas inscrições para o processo seletivo do Mestrado e Doutorado em Ciências da Religião da PUC Goiás

 

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O Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Pontifícia Universidade Católica de Goiás visa o estudo do fenômeno religioso e suas manifestações, analisados à luz das diversas ciências, tais como literatura, sociologia, teologia, filosofia, antropologia etc. e objetiva formar profissionais para o ensino superior, pesquisa, assessoria, consultoria, dentre outras funções.

Informamos que as inscrições ao Processo Seletivo Discente para o Mestrado em Ciências da Religião e para o Doutorado em Ciências da Religião estão abertas até o dia 22 de outubro de 2010. As provas serão realizadas nos dias 16 e 17 de novembro de 2010 e as entrevistas nos dias 23 e 24 de novembro de 2010.

O Edital com as informações detalhadas está disponível aqui. Mais informações pelo telefone: (62) 3946-1673 ou pelo e-mail: pcr@pucgoias.edu.br.

Para maiores informações sobre o Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião da PUC Goiás, clique na imagem acima.

Anais do 23º Congresso Internacional SOTER 2010

 

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Acaba de ser lançada a edição virtual dos Anais do 23ª Congresso Internacional da Sociedade de Teologia e Ciências da Religião (SOTER) com o texto integral das Comunicações apresentadas nos 14 Grupos Temáticos.

O Congresso ocorreu nas dependências da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), em Belo Horizonte, entre os dias 12 e 15 de julho passado; com o tema: “Religiões e Paz Mundial”.

Segundo palavras do Prof. Dr. Afonso Maria Ligorio Soares  (PUC/SP), Presidente da Comissão Organizadora do 23º Congresso Internacional da Soter, na apresentação destes Anais:

Este documento destina-se a todos os associados e associadas da Sociedade de Teologia e Ciências da Religião, mas também a todo e qualquer pesquisador, professor, estudante universitário, e demais interessados no tema proposto. Ademais, já serve de preparação para o tema do próximo Congresso da Soter, em 2011. Em vista dos desafios para a construção de uma paz mundial que contempla o papel e a colaboração das religiões, a Assembleia da Soter decidiu discutir em seu 24º Congresso a relação entre Religião, Educação e Cidadania.

A quem interessar: o livro deste ano, bem como os de 2009 e 2008, poderão ser acessados na página da Ciberteologia - Revista de Teologia e Cultura.

Tive a oportunidade de participar da última edição com a Comunicação: O Espiritismo segundo Allan Kardec: um médium para a tradição cristã, que foi apresentada no GT 3: A Bíblia e suas Leituras.

segunda-feira, setembro 13, 2010

Que tal um passeio pela Barcelona de 1908?

 

 

Esse e outros vídeos antigos e contemporâneos estão disponíveis da Time Machine do site YTTM Alpha. Vale conferir!

domingo, setembro 12, 2010

Abertas as inscrições para o V Congresso da ABEH

 

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História

A Associação Brasileira de Estudos da Homocultura (ABEH) é uma entidade sem fins lucrativos, que tem como principal proposta fomentar e realizar intercâmbios e pesquisas sobre homossexualidade, homoerotismo, estudos gays e lésbicos, bissexuais, transgêneros e teoria queer. Ela congrega professores, alunos de graduação e pós-graduação, profissionais, pesquisadores e demais interessados.

De 1999 a 2001, os Professores Doutores Mario César Lugarinho (professor da UFF até 2007 e atualmente professor de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa da USP) e José Carlos Barcellos, organizaram, em Niterói/RJ, três encontros científicos anuais em torno do tema “Literatura e Homoerotismo”, a partir dos quais, em 2001, foi fundada a Associação Brasileira de Estudos da Homocultura (ABEH). Os encontros de Niterói congregaram cerca de 65 doutores, brasileiros e estrangeiros.

Objetivos da ABEH:
Promover o desenvolvimento de um pensamento crítico sobre a homocultura, mediante o estímulo à pesquisa e ao debate acadêmico, à troca de experiências entre pesquisadores e demais interessados;

Criar um fórum permanente de debate para discussão e intercâmbio, nacional e internacional, de experiências sobre visibilidade de diferentes expressões e discursos da homocultura no Brasil e no mundo;

Estimular pesquisadores universitários, de diferentes áreas e instituições acadêmicas, no intuito de construir saberes interdisciplinares, incorporando várias áreas do conhecimento nas discussões sobre homocultura;

Congregar e fomentar pesquisadores provenientes de universidades brasileiras que trabalham a temática da homocultura;

Contribuir para o desenvolvimento e manutenção dos estudos científicos, interessados nas políticas educacionais e sociais, em favor das minorias sexuais no Brasil.

Tendo sido fundada a associação, os congressos tornaram-se bianuais e passaram, aos moldes de outras associações como ABRALIC, ANPOLL, ANPHU, SOCINE e ABRAPLIP,  a serem sediados em diversas IES do país, a saber:

- I Congresso da ABEH – “Homocultura e Cidadania”,  UFES (Universidade Federal do Espírito Santo), em  2002, sob a presidência do Prof. Dr. Deneval Siqueira, da Área de Literatura Brasileira e Teoria Literária;

- II Congresso da ABEH – “Imagem e diversidade sexual” – UnB (Universidade de Brasília), em 2004, sob a presidência do Prof. Dr. Denílson Lopes, da área de Comunicação Social/Cinema;

- III Congresso da ABEH – “Discursos da diversidade sexual: lugares, saberes, linguagens”, UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), em 2006, sob a presidência do Prof. Dr. Bruno Leal, da Área de Comunicação Social/Jornalismo;

- IV Congresso da ABEH – “Retratos do Brasil Homossexual: fronteiras, subjetividades e desejos”, USP (Universidade de São Paulo), em  2008, sob a presidência do Prof. Dr. Horácio Costa, da Área de Literatura Portuguesa.

- V Congresso da ABEH – “Desejos, Controles e Identidades”, UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), em 2010, sob a presidência do Prof. Dr. Alípio de Sousa Filho.

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Para maiores informações sobre o V Congresso da ABEH (inscrições, submissão de trabalhos, hospedagem, programação, etc) clique na imagem acima ou aqui.

quinta-feira, setembro 09, 2010

HORIZONTE, VOL. 8, Nº. 16 - JAN./MAR. 2010 (EM EDIÇÃO)

 

PENSAMENTO PÓS-METAFÍSICO E DISCURSO SOBRE DEUS

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Saiu hoje a publicação do VOL. 8, Nº. 16 - JAN./MAR. 2010  da Horizonte – Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião da PUC-Minas. O dossiê temático, intitulado “Pensamento Pós-metafísico e discurso sobre Deus”, é de altíssimo nível.

O número ainda está em edição, o que significa que a paginação ainda poderá ser modificada e algumas outras modificações poderão ocorrer. Mas, para quem se interessar, os artigos até o momento publicados podem ser acessados aqui, ou clicando na imagem acima.

Aproveito para divulgar um artigo meu que está incluso nesse número da Revista. Segue abaixo o Resumo e o link para acesso ao texto completo.

Um abraço:

A.

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IDENTIDADE E FRONTEIRAS DO ESPIRITISMO NA OBRA DE ALLAN KARDEC (IDENTITY AND BOUNDARIES OF SPIRITISM IN THE ALLAN KARDEC’S WORKS)

Augusto César Dias de Araujo

RESUMO

Este artigo é uma reflexão sobre o processo de formação identitária do espiritismo a partir da análise de seu discurso fundador presente na obra de Allan Kardec (1804-1869). Para cumprir este objetivo, trabalhar-se-á com a hipótese de que tal processo acontece a partir de uma peculiar interação do espiritismo com três instâncias de conhecimento: a ciência, a filosofia e a religião. Através da análise do exemplo específico de como o espiritismo interpreta elementos da tradição cristã-católica, dando-lhes um significado renovado, pretende-se demonstrar que neste jogo, o conceito de espiritismo se configura como um conceito híbrido, de caráter polissêmico, o qual aponta para o fato de que a nova doutrina e o movimento articulado em seu entorno nascem sob o signo da mediação. Tais reflexões indicariam que, ao fazerem referência à obra de Kardec como núcleo imaginário de identificação doutrinária, grupos das diversas tendências dentro do espiritismo contemporâneo podem encontrar relativas zonas de conforto para seu progressivo desenvolvimento.

Palavras-chave: Espiritismo. Ciência. Filosofia. Religião. Fronteiras.

O artigo pode ser lido, na íntegra, aqui.

terça-feira, setembro 07, 2010

Seleção 2011 do Mestrado em Ciências da Religião – PUC Minas

 

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O Programa de Pós-graduação strictu-sensu  em Ciências da Religião da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) abriu inscrições para o processo seletivo destinado ao preenchimento de vagas para o ano letivo de 2011, do curso de Mestrado em Ciências da Religião, tendo como área de concentração “Religião e Cultura”, no período de 01/09 a 22/10/2010.

O site do Programa, para maiores informações pode ser acessado clicando na imagem acima, ou aqui.

Leia o Edital completo.

Curiosidade histórica

 

Retrato de Kardec aos 25 anos - um equívoco?
Sônia Zaghetto

(Fonte: Estudando Kardec)

 

 

Uma das mais famosas imagens de Allan Kardec pode não retratar o Codificador do Espiritismo. O desenho que mostraria Kardec aos 25 anos de idade provavelmente é um auto-retrato do pintor francês Raymond Auguste Quinsac Monvoisin (1790 - 1870).

(O texto, na íntegra, pode ser lido aqui)

 

Nota:

Recentemente, no post, Ler, traduzir, interpretar Kardec - Parte III, publiquei a imagem abaixo, abaixo da qual se pode ler: “O Prof. Denizard Hipployte Léon Rivail quando iniciava em Paris a sua carreira pedagógica.

 

ALLAN KARDEC JOVEM

 

Não se pode deixar de perceber a semelhança com a primeira imagem que é de um auto-retrato de Monvoisin. Compare-se, ainda, nossa imagem com a que se encontra junto à biografia do artista no site da Biblioteca Museo Nacional de Bellas Artes do Chile. O texto de Sônia Zaghetto explica como pode ter se dado a confusão, e vale à pena ser lido.

Um abraço:

A.