Diz-se que Heráclito assim teria respondido aos estrangeiros vindos na intenção de observá-lo. Ao chegarem, viram-no aquecendo-se junto ao fogo. Ali permaneceram, de pé, (impressionados sobretudo porque) ele os encorajou a entrar, pronunciando as seguintes palavras: 'Mesmo aqui, os deuses também estão presentes'. (Aristóteles. De part. anim. , A5 645a 17ff).

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Moralidade independe de religião, diz estudo

Crença divina seria produto, e não causa, de comportamentos sociais

Herton Escobar

De onde vem a religião? O fato de que todas as sociedades humanas conhecidas acreditam (ou acreditavam) em algum tipo de divindade - seja ela Deus, Alá, Zeus, o Sol, a Montanha ou espíritos da floresta - intriga os cientistas, que há tempos buscam uma explicação evolutiva para esse fenômeno.

Seria a religião uma característica com raiz evolutiva própria, selecionada naturalmente por sua capacidade de promover a moralidade e a cooperação entre indivíduos não aparentados de uma população? Ou seria ela um subproduto de outras características evolutivas que favorecem esse comportamento social independentemente de crenças religiosas?

A origem mais provável é a segunda, de acordo com um artigo científico publicado ontem na revista Trends in Cognitive Sciences. Os autores fazem uma revisão dos estudos já publicados sobre o tema e concluem que nem a cooperação nem a moralidade dependem da religião para existir, apesar de serem influenciadas por ela.

"A cooperação é possível graças a um conjunto de mecanismos mentais que não são específicos da religião. Julgamentos morais dependem desses mecanismos e parecem operar independentemente da formação religiosa individual", escrevem os autores. "A religião é um conjunto de ideias que sobrevive na transmissão cultural porque parasita efetivamente outras estruturas cognitivas evoluídas."

O artigo é assinado por Ilkka Pyysiäinen, da Universidade de Helsinki, na Finlândia, e Marc Hauser, dos Departamentos de Psicologia e Biologia Evolutiva Humana da Universidade Harvard, nos Estados Unidos.

Em entrevista ao Estado, Hauser disse que a religião "fornece apenas regras locais para casos muito específicos" de dilemas morais, como posições sobre o aborto ou a eutanásia. Já questões de caráter mais abstrato são definidas com base numa moralidade intuitiva que independe de religião.

Estudos em que pessoas são convidadas a opinar sobre dilemas morais hipotéticos mostram que o padrão de julgamento de religiosos é igual ao de pessoas sem religião ou ateias. Em outras palavras: a capacidade de distinguir entre certo e errado, aceitável e inaceitável, é intuitiva ao ser humano e independe da religião, apesar de ser moldada por ela em questões específicas.

"Isso pode sugerir como é equivocado fazer juízos sobre a moralidade das pessoas com base em suas religiões", disse ao Estado o pesquisador Charbel El-Hani, coordenador do Grupo de Pesquisa em História, Filosofia e Ensino de Ciências Biológicas da Universidade Federal da Bahia. "Entre os ateus, assim como entre os religiosos, há a variabilidade usual dos humanos. Há ateus tão altruístas quanto Irmã Dulce, assim como há religiosos tão dados à desonestidade e a faltas éticas quanto pessoas não tão religiosas."

Segundo Hauser, o ser humano não tem uma propensão a ser religioso, mas sim a buscar causas e propósitos para o mundo ao seu redor - o que muitas vezes acaba desembocando em alguma forma de divindade. Nesse caso, a religião seria um produto da evolução cultural, e não da evolução biológica. "O fato de algo ser universal não significa que faça parte da nossa biologia", diz o pesquisador de Harvard.

Ele e Pyysiäinen sugerem que "a maioria, se não todos, dos ingredientes psicológicos que integram a religião evoluiu originalmente para solucionar problemas mais genéricos de interação social e, subsequentemente, foi cooptada para uso em atividades religiosas."

Ao estabelecer regras coletivas de conduta, a religião funcionaria como uma ferramenta de incentivo e controle da cooperação - tanto pelo lado da salvação quanto da punição. "Que a religião está envolvida na cooperação não há dúvida. Mas dizer que ela evoluiu para esse propósito é algo completamente diferente", afirma Hauser.

(Fonte: Jornal O Estado de São Paulo - Terça-feira, 09 de Fevereiro de 2010 )

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Defesa pública de dissertação sobre “As variações espiritismo”

 

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 UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO
PROGRAMA DE MESTRADO EM CIÊNCIAS DA RELIGIÃO

No próximo dia 22 de março acontecerá a defesa da dissertação de Adáuria Azevedo Farias de Medeiros, cujo título é: Práticas Espíritas Diversificadas: Variações de Conduta dentro de uma mesma Doutrina Institucional.
 
Allan_KardecX
 
RESUMO
Este trabalho versa sobre as práticas diferenciadas dentro de Centros Espíritas, com foco na doutrina organizada por Alan Kardec. Elaboramos este estudo com o objetivo de analisar os relatos dos espíritas (líderes) sobre suas práticas diferenciadas, buscando compreender, interpretar, para explicar tal fenômeno e sua causalidade, atentando para a subjetividade e suas representações. Para esse fim, utilizamos uma metodologia qualitativa e, como instrumento de pesquisa, optamos pelo uso de observações em dez Centros Espíritas. O estudo permite observar que, no universo espírita, existe diferença na prática da doutrina, dada a herança cultural, ou seja, os símbolos e mitos arraigados na sociedade e transmitidos através dos tempos geraram uma resistência aos novos hábitos, o que influencia diretamente na prática espírita. Desse modo, o “motivo” da variação das práticas diversificadas está relacionado com a aproximação ou distanciamento do conhecimento da doutrina pelos seus praticantes.
Palavras-chave: Ciências Sociais, Ciências da Religião, Espiritismo Kardecista, Allan Kardec, variação de conduta, religião, cultura.
 
DIA 22 de março
HORA 9h
LOCAL Anfiteatro 3º andar do G4
 
A defesa outorgará à proponente o título de mestre em Ciências da Religião.
Maiores informações no blog da UNICAP aqui.

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Dossiê: Sociologia da Religião

 

tomo

A TOMO – Revista do Núcelo de Pós-graduação e Pesquisa em Ciências Sociais da Universidade Federal de Sergipe, lançou volume com Dossiê Temático “Sociologia da Religião”. Segue abaixo a referência completa, o sumário, bem como os meios de acesso ao conteúdo integral da mesma.

TOMO
Revista do Núcleo de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais da Universidade Federal de Sergipe
Ano XI, nº 14, jan./jun., 2009.

SUMÁRIO

Max Weber e o misticismo oriental
Carlos Eduardo Sell


Novas configurações das religiões tradicionais: resignificação e influência do universo Nova Era
Silas Guerriero


Etnografia em grupos religiosos: relativizar o absoluto
Marcelo Ayres Camurça


Os novos movimentos eclesiais e a ética familiar católica: uma nova cristandade?
Heraldo Maués


Juventude nas igrejas e fora delas: crenças, percepções da política e (des) vinculações
Silvia Regina Alves Fernandes


As faces economicamente opostas do cristianismo no Brasil
André Ricardo de Souza


Os católicos carismáticos na universidade e na política
Carlos Eduardo Pinto Procópio


Um show destinado às massas: uma reflexão sobre o entretenimento religioso na esfera midiática
Karla Regina Macêna Pereira Patriota


“Nós acolhemos os homossexuais”: homofobia pastoral e regulação da sexualidade
Marcelo Tavares Natividade
Leandro de Oliveira

“Da macumba às campanhas de cura e libertação: a fé dos traficantes de drogas em favelas no Rio de Janeiro”
Christina Vital da Cunha

O volume pode ser acessado integralmente aqui.

Outros números e volumes da Revista TOMO disponíveis no site da Plataforma de Periódicos da Universidade Federal de Sergipe.

Relançamento de obra clássica de Mircea Eliade

 

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A editora Jorge Zahar acaba de relançar a obra “História das Crenças e das Ideias Religiosas” (Volume I: Da Idade da Pedra aos mistérios de Elêusis). E promete para, em breve lançar os demais volumes desta monumental interpretação da história religiosa da humanidade.

Vejam abaixo a Sinopse publicada no site da editora, e o link para o site onde se poderá obter maiores informações.

SINOPSE

Esse é o primeiro volume da obra máxima do historiador romeno Mircea Eliade – o mais conhecido estudioso das religiões do século XX. O autor empreende, em ordem cronológica, a análise das manifestações do sagrado nas sociedades humanas, com um estudo singular dos momentos criadores das mais diferentes tradições religiosas do Oriente e do Ocidente. Seu percurso começa na pré-história e segue até o florescimento do culto de Dioniso na Grécia, passando pelas religiões mesopotâmicas, do Egito Antigo, de Israel, da Índia antes de Buda, da Grécia e do Irã. Sua inegável importância para a história das religiões e da cultura universal levou a Zahar a relançá-lo 30 anos depois da primeira publicação no Brasil.
Um trajeto essencial para se compreender como os elementos que povoam a vida religiosa dão forma às diversas concepções de mundo de cada povo.

(Fonte: Jorge Zahar Editor)

Clicando aqui há a possibilidade de se ler o Prefácio deste volume da obra.

Forte abraço!

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Filme: Nosso Lar *

 

cartaz

TEASER-TRAILER 1:

 

TEASER-TRAILER  2:

 

Informações sobre a produção em:

http://www.nossolarofilme.com.br/

Abraços!

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Um basta aos fundamentalismos

 

O fundamentalismo é reacionário. Uma reação à aparente absurdidade da ausência de um fundamento absoluto. Diante da constatação nietzscheana da “morte de deus” – ou, em outras palavras, da constatação que não há mais um deus que tudo reúne e justifica –, diante da pluralidade e do relativismo, o homem e a mulher desesperados agarram-se ao primeiro sinal de uma certeza absoluta. Mesmo que esta certeza contrarie tudo, absolutamente tudo, o que sua razão lhe diz.

O problema maior do fundamentalismo é que ele gera políticas de segregação e de dominação. Abre um abismo entre os que estão “com a verdade” e os que são “contra a verdade”. O fundamentalista só reconhece a capacidade do outro para a verdade na medida em que ele concorda consigo, seu maior desejo é a unanimidade. É como se, a partir  do número de novas adesões que sua ideologia conseguisse, ele se convencesse cada dia mais da veracidade desta. Em tal contexto, não há possibilidade de diálogo.

O fundamentalista tudo julga, critica, desde a certeza a priori de que seu conjunto de crenças, seu sistema de pensamento, tudo explica adequadamente. Ele não sente pudores em utilizar o leito de Procusto* para tudo fazer caber em sua teoria pré-concebida. Mutila, perverte, distorce os fatos para que confirmem a “sua” verdade.

Muito frequentemente um fundamentalista se coloca em posição acima de toda crítica. Se reveste de santidade, prestígio, pseudo-autoridade. E acaba por fazer seguidores. Cita fontes antigas que referendam seu ponto de vista tacanho, descontextualizando-as historicamente, aplicando sem maiores considerações princípios anacrônicos às situações contemporâneas. Por isso o fundamentalismo é mais frequente entre os diversos cultos religiosos.

Às vezes o fundamentalismo se transveste de ciência e de filosofia, reclama pela autoridade dos fatos e da razão, mas tão somente mascara a falta de uma visão mais ampla. Utiliza-se dos resultados da ciência e da filosofia de maneira parcial, instrumentalizando-os, mas despreza o contexto e fonte de onde promanaram.

O fundamentalista é um mestre das falácias! Distorce fatos, discursos, atitudes para “provar” seu ponto de vista limitado. Vira suas armas contra indivíduos e não contra argumentos, acusa sem razão, maldiz…

No fundo, por trás de tantas certezas, o fundamentalista é um inseguro.

Amamos o pecador, mas odiamos o pecado.


Este post poderia ter o subtítulo: “Relembrando a Santa Inquisição”. Mas, a frase que lhe dá título serve bem para ilustrarmos como raciocinam os fundamentalistas religiosos de plantão. Eu a tenho ouvido / lido quase diariamente em minhas discussões sobre a dignidade e os direitos da população LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros), como se fosse um argumento irrefutável – ao lado da liberdade de crença e culto, que já analisamos anteriormente – para a não aprovação do PLC 122/2006 que criminaliza a homofobia.

A questão toda se resume nisso: amamos o pecador, mas como está em pecado ele não tem direito a estabelecer uma parceria civil, não tem direito a adotar, não tem direito a ser protegido pelo estado (em caso de sofrer qualquer tipo de violência por sua orientação de gênero), não tem direito a plano de saúde compartilhado ou à herança. De fato, o pecador não tem direito de existir! Foi assim que pensaram os “santos inquisidores”, tão mal compreendidos historicamente! Afinal, eles amavam o pecador, odiavam apenas o pecado. E, assim, agindo segundo a mais alta caridade cristã, condenavam outros seres humanos à morte na fogueira, não sem antes uma boa tortura, para amaciar o moral e ser liberto pela verdade. A escolha da fogueira era mais um golpe de sua imensa misericórdia e amor pelo pecador. A morte era lenta, assim havia a chance de, diante da dor, o pecador se arrepender e ter sua alma imortal salva no último instante.

Esse é o mesmo quadro que vislumbramos hoje. As bancadas religiosas amam tanto os pecadores homossexuais que desejam, do fundo de seus corações misericordiosos, que estes cidadãos e cidadãs sofram cada vez mais preconceito, discriminação e violência. Quem sabe assim eles não se arrependam de suas vidas pecaminosas e se salvem. Quem sabe assim a pseudo-psicóloga Rosângela Justino tenha de volta seu registro no Conselho Nacional de Psicologia, e seu ganha-pão, com o aumento de indivíduos arrependidos. Se alguns gays e lésbicas morrerem no meio do processo, tudo bem, são baixas de guerra: a guerra contra o pecado.

O que me assusta em meio a toda essa discussão é a facilidade com que lidamos com seres humanos a partir de categorias tão equivocadas como a de “pecadores”. Mas, é mais fácil. Uma categoria não pensa, não sente, não ama, não sofre… Uma categoria é apenas isso, uma categoria. Esquecemos tão prontamente que o que está em discussão com essa lei são direitos individuais das pessoas que tudo toma caráter meramente ideológico.

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Encontro para a Nova Consciência 2010

 

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Nossa, 2010 tá indo há mais de um mês, e eu até agora nem tive tempo para postar nada! Mas, tem nada não… dizem que o ano só começa pros brasileiros depois do canarval, né? Pois então, embora meu ano já tenha começado com força total – às vezes enm percebo que 2009 acabou –, o carnaval será um marco importante para mim. Por sugestão de João, meu companheiro, meu nome foi cogitado para uma palestra no Encontro para a Nova Consciência (http://novaconsciencia.multiply.com/ ). E não é que rolou?

Minha programação ficou assim:

V ENCONTRO SOBRE HOMOEROTISMO

Local: CEDUC 2 (UEPB)

Dia: Domingo (14/02)

Horário: 14h às 14:40min

Tema: RELIGIÃO E HOMOSSEXUALIDADE (Augusto César Dias de Araújo - Doutorando em Ciência da Religião – UFJF)

 

Logo após minha apresentação (14:40min às 15:20min) haverá continuidade na programação com a seguinte palestra:

AS FALÁCIAS DA INVERSÃO SEXUAL (Sérgio Viula - Ex-pastor e ativista GLBT - SP)

_____________________________________

João também participará este ano com a seguinte programação:

 

ENCONTRO DE CINEMA

Domingo, 14

9h às 10:30min

Como as questões éticas permeiam a produção audiovisual?

Vinícius Ramos (Professor e Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC - SP )
Glauco Machado (Cineasta e Antropólogo)

Mediador: Rômulo Azevedo (Professor, Jornalista, Diretor de Cinema –PB)

10:40min às 11:30min

Processo de Concepção Visual de Personagens de Animação

João de Souza Lima Neto (Professor - UFCG)

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quarta-feira, dezembro 30, 2009

Um desejo de Ano Novo

Meu desejo de Ano Novo é que possamos viver a diferença com menos parcimônia. Que aprendamos o diálogo e que a intolerância não tenha vez. Que sejamos maduros o suficiente para que deus e sua vontade não sirvam como desculpas para que nossas inseguranças se transformem em leis. Que as certezas sejam menores e que nos exorcizemos das ideologias que matam e fazem sofrer.

Meu desejo é que sejamos mais humanos!

Feliz 2010!

Grandes beijos…

quinta-feira, dezembro 10, 2009

Humano, demasiado humano

Cartaz Borra de café_finalm

 

Tenho tentado encontrar uma maneira de descrever minha impressão sobre o filme “Borra de Café” desde que tive a oportunidade de participar de sua pré-estreia no dia 08/12.

O curta-metragem de Aluízio Guimarães, que já tive a oportunidade de divulgar aqui pelo “Mansões” (cf.: Pré-estréia do curta “Borra de Café” ; e Nova produção do cinema paraibano), mostra uma Paraíba “verde” e “bem nutrida”, como era a intenção anunciada pelo diretor em sua fala antes da exibição. Mas mostra, sobretudo, uma Paraíba feita de seres humanos e não dos “heróis da seca” – seres quase mitológicos para os que somos de outras regiões do Brasil – , humanos como eu e você. Todos os personagens foram construídos a partir dessa noção belíssima de humanidade que ama e se desespera, mas vive.

O resultado? Um filme delicado, que trata de maneira feliz e emocionante os conflitos e os privilégios de nossa condição. Um filme rico, denso, feito para quem não teme olhar o prosaico da vida cotidiana com olhos de poeta. Um filme honesto, sem subterfúgios pseudo-intelectuais e pseudo-artísiticos. Um filme “humano, demasiado humano”, para tomar emprestado o dito nietzscheano.

Um filme pra se rever!

De minha parte sou grato por ter sido convidado para a pré-estreia de uma obra desse quilate. E, aproveito para parabenizar toda a equipe pelo resultado de um trabalho feito com muito suor e inegável talento.

domingo, dezembro 06, 2009

Religião e Homossexualidade

 

Igreja Anglicana reacende polêmica ao eleger bispa abertamente gay *

Escolha de lésbica em Los Angeles reforça divisões entre membros conservadores e liberais.

A Igreja Anglicana na cidade americana de Los Angeles reacendeu neste domingo uma enorme polêmica ao eleger o que será o segundo bispo abertamente gay da igreja em todo o mundo.

A reverenda Mary Glasspool, de Baltimore, foi eleita bispa assistente, mas ainda precisa que a maioria da Igreja Episcopal nacional apóie a escolha.

Há seis anos, a eleição do primeiro bispo abertamente gay, Gene Robinson, de New Hampshire, causou enormes divisões entre os clérigos e fiéis.

Glasspool, de 55 anos, atuou como cânone da Diocese de Maryland por oito anos.

Em um comunicado divulgado após a eleição, ela disse que "qualquer grupo de pessoas que tenha sido oprimido por causa de qualquer elemento isolado de sua personalidade clama por justiça e direitos iguais".

Divisões

Os conservadores já expressaram sua oposição à escolha da bispa.

Eles insistem que a Bíblia rejeita o homossexualismo, enquanto os mais liberais dizem que o livro deve ser reinterpretado sob a luz do conhecimento contemporâneo.

Na época da escolha do primeiro bispo gay, a briga levou à formação de um movimento alternativo conservador nos Estados Unidos, a Igreja Anglicana da América do Norte.

O chefe da comunidade anglicana mundial, o Arcebispo da Cantuária, Rowan Williams, está sob pressão para reconhecer o movimento.

O correspondente da BBC para assuntos religiosos, Chris Landau, disse que a eleição de Glasspool é mais uma evidência das divisões da Igreja em relação à questão da homossexualidade.

Segundo ele, para muitos fiéis nos Estados Unidos, a eleição de bispos abertamente gays é simplesmente um reflexo da diversidade que vem sendo defendida pela Igreja Anglicana há muito tempo.

A Igreja Anglicana possui 77 milhões de fiéis em todo o mundo.

________________

* Fonte:

http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1405052-5602,00-IGREJA+ANGLICANA+REACENDE+POLEMICA+AO+ELEGER+BISPA+ABERTAMENTE+GAY.html

Pré-estréia do curta “Borra de Café”

 

ANTÔNIO E ANA BEATRIZ - FACHADA DA CASA 3

Cultura cafeeira do brejo paraibano

é tema de curta-metragem

A pré-estreia será em 08 de dezembro durante o FEST Aruanda

No início do século XX, no brejo paraibano, era produzido o segundo melhor café do país. A informação é do diretor e roteirista Aluizio Guimarães, arrematando que "nosso café perdia apenas para o café produzido em São Paulo”. E para resgatar este aroma histórico escondido nos rios e vales paraibanos foi produzido o curta-metragem “Borra de Café”.

Para além de um simples curta-metragem, a trama promete levantar algumas polêmicas, uma delas é a ousadia impressa na narrativa. “Não são histórias reais, mas bem que poderiam ser”, observa Aluizio, confessando que muito do que escreveu foi baseado em causos e estórias contadas por pessoas da região.

Aliás, uma das características da produção é justamente a de retratar o cotidiano dos habitantes do Brejo. “É uma região pouco valorizada por sua beleza e história. No filme, tento mostrar que a Paraíba não é apenas solo rachado, sol escaldante e mandacaru”, destacou Aluizio.

“BORRA DE CAFÉ” - é um curta, com duração de 20 minutos, que tem como cenário as belas paisagens do brejo paraibano, onde será mostrado o drama de Antônio (Chico Oliveira), que no início do século XX (1908 a 1923), depois da morte da esposa, Maria (Suelaine Lima), se depara com a difícil situação de criar sozinho sua única filha, Ana Beatriz (Rayanne Araújo). Isolados em uma vale, recebendo esporadicamente a visita de dois amigos tropeiros, os dois desenvolvem uma forma peculiar de relação, que trará grandes consequências em suas vidas.

Trata-se de um curta-metragem de época, com uma rigorosa estrutura de Direção de Arte. A estrutura dramática do filme gira em torno de um núcleo familiar complexo. "Uma nudez que não despe e de uma dor que não grita" é assim que Aluizio exprime como serão apresentados os conflitos subliminarmente expostos na trama de "Borra de Café".

Tipo exportação - Após ser lançado e exibido em Campina Grande, João Pessoa, Matinhas, Olinda e Caruaru, o diretor tem outros planos de voo para o curta. É que "Borra de café" deverá ser posto à mesa dos inúmeros festivais de cinema no Brasil e no mundo, razão pela qual, será legendado em inglês, espanhol e francês.

O fato é que, embora o curta ainda esteja em fase de pré-estreia, ao que parece, será mais um dos muitos sucessos colecionados pelo autor, cuja produção teatral, a exemplo de "Água, areia e as maçãs" e “Inferno”, é bastante conhecida no meio artístico.Os interessados em sentir o sabor da obra já poderão fazê-lo. A pré-estreia está marcada para o dia 08 de dezembro em João Pessoa durante o FEST ARUANDA, no Hotel Tambaú, às 16 horas.

ANTÔNIO BEBENDO 2

Contatos:

amazilevieira@hotmail.com

(83)9972-0850

lucianomariz@gmail.com

(83)8858-0766 / (83)8841-9353

 

ANA BEATRIZ E ZÉ TROPEIRO - PORTA

Ficha técnica:

Direção: Aluizio Guimarães

Produção Executiva: Amazile Vieira

Direção de Produção: Luciano Mariz e Hingrit Nitsche

Direção de Fotografia: Helton Paulino

Direção e Edição de Som: Guga S. Rocha

Direção de Arte: Fernando Rabelo e Thaïs Gualberto

Figurino e Maquiagem: Iomana Rocha, Rebecca Cirino e Renato Barros

Edição e Finalização: Ely Marques

Elenco: Rayanne Araújo, Chico Oliveira, Suelaine Lima, Napoleão Gutemberg, João Demilton, Kaliuma Soares, Iris Bezerra e outros.

 

Geneceuda Monteiro

Jornalista DRT: 1.641

(83)9134-9075 / (83)2101-9031

gnceuda@paqtc.org.br

sábado, dezembro 05, 2009

Do “Fundamento da Moral”

 

Um texto de Marcel Conche *

Se eu fundamentar minha moral em minha religião, vocês contestarão minha religião em nome de uma outra religião ou da irreligião (se forem agnósticos ou ateus), e minha moral não passará de uma moral como as outras, de uma moral entre outras, uma moral particular. Só poderei dizer: esta é minha moral, vocês têm a sua, e eu a minha. Se eu fundamentar minha moral em minha filosofia, vocês contestarão minha filosofia em nome de uma outra filosofia ou da não-filosofia, e minha moral não passará de uma moral entre outras, sem nenhum direito de se impor. Se vocês contestarem a necessidade de fundamentar a moral, porque todos já dispõem de uma, acreditarei decerto que minha moral é a melhor, mas vocês acharão o mesmo da moral de vocês. Todas as morais terão igual direito de julgar o que é bom e o que não é. Então os assassinos de Buchenwald, Dachau, Auschwtiz, etc. estarão com a faca e o queijo na mão. Terem sido vencidos por uma força superior, mas da qual não será possível dizer que estava, mais do que qualquer outra, a serviço da verdade moral, terem sido vencidos, repito, será seu único erro.

Caso contrário, deve-se, em primeiro lugar, fundamentar a moral; em seguida, deve-se fundamentá-la não no particular – e uma religião ou uma filosofia são sempre particulares, porque existem outras – , mas no universal. O universal é o que deixa de lado todas as particularidades. Deixar de lado o que nos separa ou nos distingue é o que é feito no diálogo, quando se escuta. Eu falo, você escuta; você fala, eu escuto. Operamos ambos na redução dialógica, colocando de lado nossas crenças, nossas opiniões, nossas tradições, nossas particularidades de todos os tipos para estarmos exclusivamente atentos ao verdadeiro e ao falso. Realizamos o universal vivo por nossa operação recíproca. O que acontece então? Cada qual pressupõe que o outro pode apreender a verdade que é a sua verdade, mesmo que para cada um deles esta seja apenas a do outro. Ou: cada qual, simplesmente para poder dirigir-se ao outro, falar-lhe, pressupõe o outro como capaz da verdade. Por esse motivo, cada qual pressupõe o outro como seu igual. A partir do momento em que os desiguais dos regimes baseados em privilégios se dirigissem um ao outro que não fosse para julgar, louvar ou criticar, ou comandar sem réplica, colocariam em perigo, pelo simples fato de serem dois seres humanos falando um com o outro apenas para dizerem o verdadeiro e o falso, o próprio sistema que os estabelecia desiguais. É por esse motivo que privilegiados e não privilegiados não dialogavam e muitas vezes não se falavam. Ora, dessa igualdade de todos os homens, implicada no simples fato de se poder travar uma conversa de fato, extrai-se toda a moral – aquela que, diferentemente das morais coletivas particulares, é a mesma para todos e contém todos o direitos e deveres universais do homem. A moral baseia-se não nesta ou naquela crença, religião ou sistema, mas neste absoluto que é a relação do homem com o homem no diálogo.

* Fonte: CONCHE, Marcel. O fundamento da moral. São Paulo: Martins Fontes, 2006. p. XI-XII.

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Da liberdade de opinião e de crença

Tudo tem limite, minha gente! Dia desses, voltando de João Pessoa com João, meu companheiro, num ônibus da empresa RealBus fomos surpreendidos por uma demonstração incontestável desse princípio.

Um senhor, trajado com farda da Polícia Militar do Estado da Paraíba, se levantou tão logo o ônibus ganhou a estrada e pediu a atenção de todos. Pensamos, naturalmente, que, como policial, ele teria algo importante para falar acerca da viagem, da estrada… Mas, qual não foi nossa surpresa quando este senhor começou a desfiar um “rosário” de frases prontas sobre como deus nos ama, de como ele enviou seu filho pra nos salvar do pecado e da morte, e de como somos livres para ir ao inferno por não acreditar na Bíblia. Foram bem uns quinze minutos e minha paciência chegou a seu limite. Ergui a mão e com a delicadeza que me é peculiar nestas ocasiões – perdoem-me esta pequena ironia – exigi que o referido “profeta” se calasse dizendo-lhe: –“ Porque você não imita deus e me dá liberdade de escolha? Não quero ouvir essa sua conversa! Não me interessa! Você já deu seu recado, chega!”. O homem resmungou mais algumas palavras, e se sentou. Não sem antes gritar: –“Leiam a Bíblia!”.

Depois desse episódio fiquei pensando: as pessoas estão perdendo a noção do que significa “liberdade de opinião e de crença e culto” – direito constitucional de todo cidadão brasileiro – e estamos à beira de uma nova onda de dogmatismo e de um estado controlado por ideologias religiosas.

Vejam, por exemplo, o caso das inúmeras tentativas de se aprovar o PLC 122/06 que criminaliza a homofobia. O projeto vem sofrendo tanta pressão contrária de setores religiosos conservadores – e isso mesmo depois de modificações significativas que ampliam a abrangência da lei para outros grupos minoritários e discriminados – que tenho a impressão de que o próximo passo será a proposta, por parte desses mesmos setores, de criminalizar a homossexualidade!

Exageros à parte – espero que seja mesmo um exagero meu – um dos principais argumentos destes grupos religiosos é que a aprovação do projeto de lei significará o cerceamento da liberdade de opinião e de culto. Curiosamente apelidaram o PLC de “lei da mordaça gay”, quando na verdade eles querem nos amordaçar para que não gritemos ante a violência, ante o desrespeito e a discriminação. Bem, não resta dúvida: este argumento é falacioso e tendencioso. De fato, como bem me recordou o amigo Marcelo Botticelli numa discussão recente a respeito do tema, o sentido do projeto tem sido deturpado e direcionado para a compreensão de que a lei, quando aprovada, fará apologia da homossexualidade. Algo como: –“Se você não for homossexual vai ser punido!”. Uma “bobagem sem temanho”, palavras dele, com as quais concordo sem tirar nem por.

O direito de livre expressão e de culto não significa poder dizer o que se quer, na hora que se quer e de quem se quiser. Isto também é uma “bobagem sem tamanho”. Como tenho advogado, a criminalização da homofobia encontra-se no mesmo patamar que a criminalização do preconceito de etnia (contra negros, amarelos, etc) e do preconceito contra a mulher e contra o idoso. Não se pode, embasado no direito de livre expressão, permitir que alguém - mesmo por razões religiosas - se refira aos negros como pertencendo a uma "raça" inferior. Também não se pode permitir, com base no mesmo direito, que se afirme sem mais que o mal (pecado) existe no mundo por causa da mulher; ou que o gênero feminino é inferior ao masculino. Da mesma maneira não se pode permitir que as pessoas de orientação homoafetiva sejam hostilizadas, desqualificadas, e menosprezadas com base na falácia de que se o projeto de lei for aprovado estaremos cerceando o direito de expressão de quem quer que seja.

É contra isso que o PLC 122/06 se levanta, e eu assino embaixo!

Para quem quiser conhecer o projeto de lei:

Bem como sua última (mais recente) configuração:

Abraços a todos!

sexta-feira, novembro 27, 2009

Notícias de minha visita à ASSEPE

 

Como havia anunciado anteriormente, estive presente no dia 24/11/09, a convite de Néventon Vargas, a uma reunião da ASSEPE (Associação de Estudos e Pesquisas Espíritas de João Pessoa) para falar acerca de minha pesquisa sobre a obra de Allan Kardec (1804-1869). De fato, já havia estado presente a outra reunião, no sábado (21/11/09), também a convite de Néventon, para um primeiro contato e aproveitando o fato de eu e João já estarmos em João Pessoa naquele final de semana.

Bem, vamos às impressões: o grupo é pequeno – em comparação às casas espíritas que tenho visitado ao longo da pesquisa – mas coeso. O que não significa que haja unanimidade em todas as questões. E, penso, este é o grande diferencial. Seus membros são vistos como indivíduos, e as idéias são debatidas amplamente, sem restrições. Criaram ali um espaço democrático em torno do estudo e da pesquisa espíritas como até então eu não havia conhecido.

Fui muito bem acolhido por todos, sem excessão. E logo criou-se um clima de amizade e cordialidade. Minha condição de não-espírita-leitor-de-Allan-Kardec foi amplamente valorizada. E, acredito que a veemência com que defendo minha interpretação da obra deste que é o criador do espiritismo, fez surgir a piada de que sou um “espírita enrustido” ou “desavisado”.

Nossa discussão, na noite de quarta, girou em torno do processo de formação identitária do espiritismo – fenômenos, doutrina e movimento – a partir da análise das interações deste com três instâncias de legitimação social: a ciência, a filosofia e a religião. Tudo isso, claro, no âmbito da obra kardeciana.

Foi um encontro muito enriquecedor. Fiquei imensamente satisfeito com as questões e controvérsias que foram levantadas. E, tomando como referência as manifestações dos membros desta Associação, a recíproca foi verdadeira.

Além da experiência de poder oferecer uma amostra de resultados parciais de minha pesquisa a um grupo de espíritas, de ver meus postulados questionados com tanta propriedade por pessoas que além disto, são também pesquisadores e intelectuais que defendem, dentre outras coisas o livre pensamento e o caráter laico do espiritismo; há ainda a experiência humana de adquirir num curto espaço de tempo, novos amigos e amigas.

Enfim, é isso aí: a vida é feita de encontros (e reencontros).

Grande abraço a todos e todas!

 

P.S.: A quem se interessar, o site da ASSEPE é:

http://www.assepe.org.br/

segunda-feira, novembro 16, 2009

Ditadura Gay

 

Um texto de Antônio Prata*

“Você é a favor da aprovação do projeto de lei (PLC 122/2006) que pune a discriminação contra homossexuais?” Desde que a enquete apareceu no site do senado, faz umas semanas, evangélicos de todo o país iniciaram uma cruzada via internet, pelo direito de ofender pessoas que namoram pessoas do mesmo sexo.

Uma senhora chamada Rosemeire, por exemplo, expondo num blog seu temor de que a lei seja aprovada, disse que vivíamos “O início da Ditadura Gay no mundo!”. Pelo que entendi, Rosemeire acredita que está em curso uma batalha global, travada entre héteros e homossexuais, pela hegemonia na Terra. Hoje, os héteros estão vencendo, mas é só porque têm amparo legal para chamar os gays de viadinhos, as lésbicas de sapatonas e rir das piadas do Juca Chaves. No momento em que passarem a punir quem ofender pessoas que namoram pessoas do mesmo sexo, elas perceberão que chegou a hora, sairão todas correndo da The Week e tomarão o poder.

Imagine só, Rosemeire? Criancinhas terão de cantar Village People, na escola, enquanto assistem ao hasteamento da bandeira do arco-íris. Aos domingos, em vez de futebol, as TVs transmitirão Holiday on Ice e, com dezoito anos, os jovens serão obrigados a alistar-se no exército, fazer flexões de braço, dormir e tomar banho, uns na frente dos outros. Que horror!

Se você acha que Rosemeire exagerou, é porque não leu o blog de Rozângela Justino, cristã, psicóloga e indignada: “Se este Projeto (...) for aprovado, estaremos institucionalizando em nosso país o sistema de castas e todos aqueles que não forem homossexuais serão considerados cidadãos de segunda classe.”

Uau, Rozângela! O mundo, então, seria governado pela casta das Drag Queens? Um advogado gay, de terno e cabelo curto, seria de uma casta intermediária? E lutadores do Ultimate Fighting, viveriam de esmolas? Bem, talvez não...

Quanta imaginação têm as duas mulheres. Se seus piores pesadelos fossem filmados, seria preciso unir o talento de um Fellini com o de um Clóvis Bornay; juntar, no mesmo caldeirão, George Orwell e Andy Warhol; vislumbrar as ruas de Nova Déli sendo percorridas pela banda de Ipanema.

Se bem que... Sei lá. Pensando melhor, talvez o temor de Rosemeire e da Dra. Justino tenha algum fundamento. Veja o caso dos negros: há poucas décadas, todo mundo contava piada racista e eles eram cidadãos de segunda classe. Veio esse papo de igualdade, o que aconteceu? Um mulato chegou a presidente dos Estados Unidos!

A batalha racial já está perdida, mas a sexual ainda pode ser ganha! Basta ir ao http://www.senado.gov.br/agencia/default.aspx?mob=0, clicar em NÃO e mostrar a todos que ainda tem gente disposta a lutar por um mundo injusto, desigual e preconceituoso!

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* Fonte: ( http://blog.estadao.com.br/blog/antonioprata/?blog=83&c=1&page=1&more=1&title=ditadura_gay&tb=1&pb=1&disp=single )

Sinal de vida e algumas notícias

 

É, eu sei, tenho andado um pouco relapso com as Mansões… Tenho alguns posts na “agulha” para publicar, mas quero amadurecê-los melhor. E o tempo tem ficado escasso. Só para explicar – sem, contudo, justificar – a vida anda apertada. Por estes dias andei reescrevendo um trabalho, tentando transformá-lo em artigo, para enviar a uma revista de Ciências da Religião e Teologia. Finalmente ontem saiu… Agora é aguardar o parecer do editor.

Por outro lado tem a tese. Meu cronograma está atrasado – pra variar – e estive me torturando por causa disto. Agora resolvi relaxar. Não penso mesmo linearmente e cronogramas são para serem descumpridos! Brincadeira… O problema parece ser o fato de a tese estar toda organicamente interligada e é preciso pensar bem para evitar as repetições e as informações desnecessárias. O “oco” e o “eco”, como diria João Cabral de Melo Neto.

Na próxima semana, dia 25 de novembro, estarei presente a uma das reuniões ordinárias da ASSEPE – Associação de Estudos e Pesquisas Espíritas de João Pessoa – a convite de Néventon Vargas para uma conversa acerca de minha pesquisa da temática do “tríplice aspecto” na obra de Allan Kardec. Depois conto como foi.

Abraços, beijos e quetais!